Professor de Yale lança livro contra o que chama de ‘tirania dos velhos’

Professor de Yale lança livro contra o que chama de ‘tirania dos velhos’
Autor propõe desmantelar o poder dos idosos, por meio de medidas como a aposentadoria compulsória.
O livro só estará disponível mês que vem, mas Samuel Moyn já conseguiu o que queria: atenção. Professor de Direito e História na prestigiosa Universidade Yale, ele lança, em junho,Gerontocracy in America: how the old are hoarding power and wealth – and what to do about it(Gerontocracia na América: como os velhos estão acumulando poder e riqueza – e o que fazer a respeito). O autor defende a derrubada da “tirania dos velhos” com ideias, no mínimo, pouco ortodoxas, como a aposentadoria compulsória para retirar a mão de obra sênior do mercado de trabalho e “incentivos fiscais” para pressionar os idosos a venderem seus imóveis.

Na obra, Moyn escreve que, enquanto os americanos debatiam as enfermidades de Joe Biden e, agora, acompanham atônitos o comportamento errático de Donald Trump, negligenciaram uma transferência massiva de poder e riqueza para os mais velhos, que resultou no “cerceamento das perspectivas dos jovens”. É verdade que isso ocorre nos Estados Unidos – assim como no Brasil –, mas as propostas de Moyn embutem um perigoso risco: alimentar o etarismo.

Seu diagnóstico é de que em legislaturas, empresas e tribunais, a idade média das lideranças subiu drasticamente. O resultado? Elas financiam as campanhas alinhadas com suas pautas, com o intuito de bloquear qualquer desafio ao status quo. Seguem alguns dos pontos polêmicos que o professor levanta:

Ao menos, Moyn – que está na casa dos 50, ou seja, não é nenhum jovenzinho – reconhece que a gerontocracia não é um “plano maligno”. Teria sido construída com base numa negação da nossa finitude. Agora vamos ao detalhamento do seu plano, igualmente polêmico, para desmantelar o poder dos idosos:

Como discutir a beleza e a importância da convivência entre gerações em um ambiente de provocação, populismo e, principalmente, um clima de “nós contra eles”?