Prédio abandonado há mais de 10 anos no Centro deve virar moradia popular para mais de 50 famílias, em Goiânia

Prédio abandonado há mais de 10 anos no Centro deve virar moradia popular para mais de 50 famílias, em Goiânia
Residencial Altino Alves Teixeira está localizado na Avenida Goiás com a Rua 2. Investimento total para a requalificação do edifício é de R$ 10,9 milhões, com financiamento da Caixa Econômica Federal.
O Residencial Altino Alves Teixeira, localizado no cruzamento da Avenida Goiás com a Rua 2, no Centro deGoiânia, será transformado em moradia para 52 famílias. O prédio, que estava sem uso há mais de dez anos, será revitalizado por meio da modalidade Entidades do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que financia a construção ou reforma de moradias para famílias de baixa renda, organizadas de forma coletiva por entidades privadas sem fins lucrativos.

No caso do edifício no Centro, as famílias beneficiadas já foram selecionadas, possuem renda mensal de até dois salários mínimos e não podem ser proprietárias de outro imóvel.

De acordo com reportagem do jornalO Popular,o imóvel pertencia à União e foi cedido ao Movimento pela Reforma Urbana do Estado de Goiás (MRU-GO), que venceu uma seleção nacional para a execução do projeto. O investimento total para a requalificação do prédio é de R$ 10,9 milhões, com financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF).

Cada unidade habitacional recebeu o aporte de R$ 210 mil. As obras de revitalização devem começar nas próximas semanas, com prazo de conclusão estipulado em 18 meses.

O imóvel abrigou uma agência da Caixa Econômica Federal até os anos 2000. A estrutura do edifício, anteriormente denominado Edifício Senador João Vila Boas, possui 11 andares e contará com apartamentos de um e dois quartos. O projeto prevê a manutenção dos traços art déco originais da fachada, além da instalação de itens de acessibilidade para pessoas com deficiência em todas as unidades.

O prédio também terá áreas de uso comum, como salão de festas, brinquedoteca e biblioteca. A previsão é de que ele tenha "fachada ativa", com duas salas no térreo que deverão ser alugadas para custear despesas do condomínio, como manutenção de elevadores, hall de entrada e zeladoria.

A execução das obras conta com a parceria da Integra Construtora e o acompanhamento da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Ao repórter Vandré Abreu, do O Popular, a presidente do MRU-GO, Simone Inocêncio Teixeira, informou que todas as famílias já assinaram o termo de adesão.

"Estamos com o contrato com a Caixa no processo de registro do cartório. Falta resolver isso para colocar a placa para o início das obras", explicou.

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