Centro Cultural Indígena de Aruanã expõe e comercializa artesanatos das aldeias Buridina e Bdeburé

Centro Cultural Indígena de Aruanã expõe e comercializa artesanatos das aldeias Buridina e Bdeburé
Comunidades indígenas e quilombolas de Goiás recebem recursos do PSA por contribuir à conservação do Cerrado e utilizam o Centro Cultural de Aruanã para expor e vender artesanatos.

Com recursos do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Comunidades Tradicionais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Centro Cultural Indígena de Aruanã é utilizado pelas comunidades indígenas das aldeias Buridina e Bdeburé para exposição e comercialização dos artesanatos produzidos pelas famílias.

O local também recebe visitantes interessados em conhecer a cultura local. As peças expostas são produzidas com materiais como fibras e barro, e a comercialização contribui para a geração de renda das famílias. As comunidades indígenas e quilombolas de Goiás recebem recursos do PSA porque contribuem para a conservação do Cerrado em seus territórios.

Além da comercialização do artesanato, as comunidades pretendem ampliar o papel do Centro Cultural como espaço de preservação da memória. A presidente da Associação das Aldeias Buridina e Bdeburé, Mayalu Ratamaroe, explica que ainda há fotografias de gerações anteriores que poderão integrar exposições no local e ajudar a apresentar aos visitantes a história de quem veio antes. “Quero ser uma inspiração para os novos que vierem também, para não deixar isso aqui morrer e sempre levar a nossa cultura adiante”, disse a presidente, que é filha da cacique Valdirene Mahudike.

O PSA Comunidades Tradicionais prevê R$ 18 milhões para financiar projetos de comunidades indígenas e quilombolas que conservam o Cerrado em seus territórios. Depois de se inscrever e ser habilitada no programa, cada comunidade apresenta as iniciativas que considera prioritárias. As propostas aprovadas são transformadas em projetos e financiadas pela Semad.

O valor destinado a cada comunidade é calculado com base em critérios como a área de vegetação nativa preservada e o número de moradores do território. Os recursos podem ser usados em projetos de saúde e bem‑estar, turismo, artesanato e biojoias, cultura, sagrado e religiosidade, além de produtos do Cerrado e da agricultura familiar, sempre com acompanhamento técnico e prestação de contas à Semad. Os projetos podem durar de 12 a 36 meses, e a aplicação dos recursos é acompanhada pela Semad por meio de monitoramento técnico e relatórios semestrais.