Outros dois britânicos estão entre os infectados pelo hantavírus em cruzeiro, diz Reino Unido

Outros dois britânicos estão entre os infectados pelo hantavírus em cruzeiro, diz Reino Unido
Três pessoas morreram a bordo. OMS confirmou cinco casos de hantavírus, outros suspeitos são investigados.
O governo do Reino Unido informou que outros dois britânicos tiveram infecção por hantavírus confirmada e um terceiro caso suspeito foi identificado na ilha de Tristão da Cunha após um surto registrado no navio de cruzeiro MV Hondius.

Segundo comunicado da Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido, do Ministério da Saúde britânico e do Ministério das Relações Exteriores,nenhum dos cidadãos britânicos a bordo apresenta sintomas no momento, mas todos seguem sob monitoramento.

No início da semana, o Organização Mundial de Saúde (OMS) havia divulgado que o primeiro caso positivoera de um cidadão britânico de 69 anos que estava entre os passageiros. Ele foi encaminhado para uma UTI em Joanesburgo, na África do Sul.

Na quinta-feira (7), o navio seguia em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, onde os passageiros confinados passarão por quarentenas e serão repatriados.Mas a crise já dura mais de um mês, desde que a embarcação zarpou do Ushuaia, no extremo sul da Argentina.

O navio deve atracar no domingo (10) em Tenerife. Autoridades britânicas planejam repatriar passageiros e tripulantes sem sintomas em um voo fretado pelo governo, sem custos para os viajantes.

Especialistas em saúde pública e doenças infecciosas estarão a bordo do voo para acompanhar os passageiros e garantir medidas de controle sanitário, diz o comunicado das autoridades do Reino Unido. Todos os britânicos vindos do navio deverão cumprir isolamento de 45 dias ao chegar ao Reino Unido.

As autoridades disseram ainda que pessoas que tiveram contato com casos confirmados já estão sendo rastreadas e orientadas a se isolar.

Um especialista da OMS está a bordo do navio e vai acompanhar os passageiros até a chegada na Espanha.

Pacientes que não estavam em cruzeiro têm suspeita de hantavírus

Pacientes na França, Holanda e em Singapura quenão estiveram no cruzeiroMV Hondius, infectado com o hantavírus,estão sob investigação por suspeita da doença, segundo anunciaram os governos dos três países nesta quinta-feira (7).

A origem do contágio fora do navio, segundo autoridades, pode ser um voo em Johanesburgo, na África do Sul.

🔎 Os passageiros viajavam no navio de cruzeiro MV Hondius, da empresa holandesa Oceanwide Expeditions. Segundo o itinerário divulgado, o cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, e originalmente deveria terminar em Cabo Verde. Três pessoas morreram no cruzeiro, e nesta quinta-feira a Organização da Mundial da Saúde (OMS) confirmou outras cinco infecções por hantavírus entre os passageiros.

Outra possível raiz do possível contágio fora do naviopode ter relação com o desembarque de cerca de 40 passageiros na ilha de Santa Helena após o registro da primeira morte no navio, segundo revelou nesta quinta-feira (7) o governo da Holanda, país da operadora do cruzeiro.

E, desses,29 não retornaram à embarcação, segundo revelou também a operadora.

A OMS listou os países cujos cidadãos desembarcaram na ilha de Santa Helena:

Esse grupo de passageiros, que inclui a viúva de um homem holandês que morreu, desembarcou durante uma parada do navio na ilha, informou o Ministério das Relações Exteriores da Holanda.

A informação do governo holandês é notória porque o desembarque ocorreu em um momento em que o surto de hantavírus já havia começado, porém poderia ainda haver dúvidas sobre a contaminação a bordo. Com isso, o eventual contato desses passageiros com moradores de Santa Helena pode ser um problema de saúde pública.

Além disso, a Oceanwide Expeditions não havia divulgado que outros passageiros também haviam desembarcado do navio durante a parada em Santa Helena. A empresa havia informado apenas que a viúva desembarcou na ilha com o corpo do marido e, em seguida, voou rumo à África do Sul em um avião comercial.

As autoridades holandesas não confirmaram onde estão agora os passageiros que desembarcaram. Autoridades na África do Sul e na Europa tentam rastrear contatos de quaisquer passageiros que tenham deixado o navio.

Retrospecto dos casos

O diretor da OMS detalhou a situação de cada um dos casos suspeitos de hantavírus ao longo da coletiva:

O primeiro caso foi de um homem que desenvolveu sintomas em 6 de abril e faleceu no navio em 11 de abril. Nenhuma amostra foi coletada e, como seus sintomas eram semelhantes aos de outras doenças respiratórias, a infecção por hantavírus foi descartada.

A esposa do homem desembarcou quando o navio atracou na ilha de Santa Helena e também apresentou sintomas. Seu estado de saúde piorou durante um voo para Joanesburgo em 25 de abril e ela faleceu no dia seguinte. Amostras foram coletadas, testadas no Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul e confirmadas como hantavírus.

A terceira morte foi a de uma mulher a bordo do navio que desenvolveu sintomas em 28 de abril e faleceu em 2 de maio. A passageira, de origem alemã, também teve a doença confirmada.

Outro homem procurou o médico do navio em 24 de abril. Ele foi evacuado da ilha de Ascensão para a África do Sul em 27 de abril, onde permanece em terapia intensiva. O britânico foi o primeiro caso de hantavírus confirmado no navio.