Não é só Medicina: cursos mais caros de Administração têm mensalidades de até R$ 13.500; veja números

Não é só Medicina: cursos mais caros de Administração têm mensalidades de até R$ 13.500; veja números
Oito graduações, todas com ao menos um campus em São Paulo, tentam atrair alunos com discursos sobre ‘formar os novos CEOs’ do mercado. Média nacional para graduações nesta área, na modalidade presencial, é de R$ 930.
Em cursos “premium” de administração, faculdades particulares costumam reforçar (com muitos termos em inglês) que os professores sãofoundersde empresas e ajudam a formarglobal leaders. E que os estudantes seguem olearn by doingcom imersão emhubsde inovação para fazeremnetworkinge serem, no futuro, oschangemakersda nova geração.

Segundo o levantamento dog1,8 instituições de ensino no Brasil cobram de R$ 7 mil a R$ 13.500 de mensalidadepara cursos de quatro anos de duração. Sem contar com os reajustes que ocorrem anualmente,os futuros administradores desembolsarão mais de até R$ 648 mil ao longo do período.

Ao menos metade dessas faculdades fica no que algumas delas chamam de “Vale do Silício paulistano”, na região da Avenida Faria Lima e do bairro Vila Olímpia, em São Paulo.

Veja a lista abaixo, com os valores atuais:

Segundo o levantamento do Instituto Semesp (2024), a média nacional cobrada para cursos presenciais desta área no país é de R$ 930.

Como as instituições acima tentam convencer os alunos a pagar valores tão mais altos, comparáveis aos de Medicina? Veja abaixo.

1- Foco em liderança e formação de protagonistas

Todas as instituições enfatizam que estimulamo desenvolvimento de líderes, CEOs e empreendedorescapazes de impactar a sociedade e a economia.

A Link, por exemplo, declara que seu programa é construído para “formar empreendedores”. Já a PIB Education posiciona-se como uma “escola de CEOs”.

2- Internacionalização

A experiência internacional é um pilar central de propaganda nesses cursos, indo além de intercâmbios comuns e incluindo imersões em “hubs globais de inovação”.Alguns prometem duplas titulações após a formatura, como a FGV e o Insper.

A Link e a PIB realizam imersões em locais como Stanford, Wharton e ecossistemas em Austin (Texas) ou Madrid. Já a Saint Paul mantém conexões com instituições como Harvard Business School Online e ESMT Berlin.

3- Metodologia prática(hands-on)

O aprendizado nessas escolas é voltado para a resolução de problemas reais de empresas parceiras —há um foco claro no discurso de combate ao modelo puramente teórico.

No Insper, existe o programa REP (Resolução Eficaz de Problemas) com empresas reais, e no Inteli, o ensino é baseado em projetos para organizações e startups.

4- Corpo docente atuante no mercado

As escolas afirmam que investem em professores que não são apenas acadêmicos, mas tambémlíderes de mercado, fundadores e executivos experientes.

5- Processos seletivos alternativos

Algumas dessas instituições têm processos de seleção que fogem do padrão de vestibular e tentam focar nas habilidades e na personalidade de cada candidato.

Na Link, os inscritos encaram o “Link Journey”, com análise de portfólio e apresentação de vídeos motivacionais. O Intelige e a FGV preferem priorizar desafios práticos e entrevistas para avaliar o perfil dos interessados.