“Não fale com estranhos!”. A frase, uma das mais ouvidas por crianças e até adolescentes, traduz bem o medo dos pais de expor seus filhos ao perigo. No entanto, à medida que envelhecemos, puxar conversa com alguém que nunca vimos antes pode fazer muito bem, principalmente quando nosso círculo social vem encolhendo a olhos vistos.
Gillian Sandstrom, professora de psicologia da Universidade de Sussex e autora deOnce upon a stranger: the science of how small talk can add up to a big life(Era uma vez um estranho: a ciência de como o papo furado pode resultar em uma vida mais rica, em tradução livre), estuda os efeitos de falar com desconhecidos há 16 anos. No livro, que será lançado nos próximos dias, ela defende que momentos cotidianos que propiciam conversas aparentemente insignificantes – dentro de um elevador, ou na fila do supermercado – são oportunidades para melhorar o bem-estar.
Sandstrom, especialista na psicologia da gentileza, faz uma lista dos efeitos benéficos dessas interações:
A pesquisadora oferece até dicas para dar início ao papo:
Falar com estranhos pode ser um bom conselho para quem passou dos 60
Dar início a uma conversa ajuda a aprimorar as habilidades sociais e a autoconfiança, além de alimentar a conexão com os outros.