Boto é pescado por acidente no Rio Araguaia; vídeo

Boto é pescado por acidente no Rio Araguaia; vídeo
Mamífero foi fisgado durante pesca esportiva de piraíba. Segundo o guia de pesca, ele conseguiu se soltar depois que a linha do anzol arrebentou.
Um guia de pesca divulgou um vídeo em que mostra um boto sendo fisgado, por acidente, no Rio Araguaia. A pesca aconteceu na chamada Região da Viúva, emNova Crixás, no norte de Goiás, enquanto ele estava acompanhando um casal de clientes (veja o vídeo acima).

Em entrevista aog1, o guia Thiago Pereira Silva contou que o registro é do último domingo (21) e que eles estavam pescando piraíba quando o mamífero fisgou a isca e ficou preso à linha do anzol.

"A gente desceu, para ir atrás. Porque sempre solta a linha. Porém, o boto ficou quase duas horas 'brigando' com a linha", relatou.

Segundo Thiago, a esposa do cliente fez vídeos com trechos da pesca e não filmou o momento em que o boto se soltou.

"O boto veio na praia. Eu arrastei ele. Aí, eu puxei a linha e ela arrebentou", descreveu.

Em dez anos de experiência como guia de pesca na região, ele diz nunca havia fisgado um boto dessa forma.

"Todo dia eu estou no rio. Sempre o boto pega, leva a linha e solta. Nunca aconteceu de fisgar. Foi uma coisa rara", disse.

Thiago explica que não tinha como ele pegar o boto para tirar o anzol da boca, em função dos riscos tanto para o animal quanto para ele. "É muito perigoso mexer com ele. Eu nem tentaria. A minha intenção foi só trazê-lo para a praia, cortar o anzol e liberá-lo", afirmou.

A pesca de botos, inclusive a esportiva, é proibida em todo o Brasil desde 1987, pela Lei 7.643, sendo considerada crime ambiental, com pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa.

De acordo com uma cartilha publicada em 2022, no site do Governo de Goiás, no âmbito do projeto científico "Botos do Araguaia", o boto-do-Araguaia (Inia araguaiaensis) é uma espécie de golfinho de água doce endêmica da bacia Tocantins-Araguaia. Ele é menor e mais cinza que os botos-amazônicos.

Segundo a Portaria 1.704, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) no último dia 16, a espécie faz parte da lista de animais ameaçados de extinção.

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