Adolescente que sumiu em Copacabana trabalhava em dois serviços para realizar sonho de conhecer a praia, diz pai

Adolescente que sumiu em Copacabana trabalhava em dois serviços para realizar sonho de conhecer a praia, diz pai
Adolescente Khallew Gharetty Tomaz Carvalho, de 17 anos, estava na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com outros dois amigos, quando foi levado e desapareceu na água. Bombeiros fazem as buscas.
Khallew Gharetty Tomaz Carvalho, de 17 anos, quedesapareceu em Copacabana, noRio de Janeiro, trabalhava em dois serviços com objetivo de juntar dinheiro e conhecer a praia, contou o pai dele, Otoniel França, à TV Anhanguera. O adolescente estava no mar com outros dois amigos, quando foi levado pelas ondas e desapareceu na água. De acordo com a TV Anhanguera, o Corpo de Bombeiros continua procurando pelo jovem.

"Chegava de um serviço e ia para outro serviço para juntar o dinheiro dessa viagem. A vontade dele era conhecer a praia e voar de avião. Então, ele arrumou serviço extra durante dois meses e esses serviços... tirava o dinheiro só para viajar. Foi um sonho que virou um pesadelo", relatou o pai.

O adolescente desapareceu nesta terça-feira (14). Os dois amigos que estavam com ele eram Adryan Damasceno e Edson Luiz de Araújo Filho, ambos de 20 anos. Adryan contou também à TV Anhanguera que os três estavam em um lugar onde a água batia na altura da coxa, mas que uma série de ondas atingiu o local.

"A gente estava na praia em um lugar não considerado fundo pra nós, batia na coxa dele. Aí veio uma série de ondas. Veio uma onda, só arrastou. Depois veio outra, outra, outra e a gente foi sendo arrastado. A correnteza foi puxando ele para o lado e eu fui pra cima do Khallew para tentar ajudar. Aí eu não consegui. Depois os bombeiro vieram", contou Adryan.

Adryan relatou que, em um momento, chegou a afundar também e não sabia o que fazer, mas voltou à superfície. “Fiquei olhando para cima, olhando para o Cristo. Não tirava o olho do Cristo o tempo todinho,” declarou. Adryan ainda relatou percebeu que Khallew havia sido puxado pela correnteza para uma área mais distante e tentou ajudar.

“Na hora que eu estava chegando perto, o mar me puxou para mais longe dele. Eu via ele tentando e eu não conseguia fazer nada”, disse.

Grupo de amigos em Copacabana

Segundo relato de um dos amigos à Polícia do Rio de Janeiro, o grupo era formado por quatro pessoas, que estavam próximas ao Copacabana Palace. Era por volta das 15h20, quando uma onda de maior intensidade as atingiu no mar.

Eles teriam tentado atravessar as ondas, mas foram puxados para uma área mais profunda. Os dois amigos nadaram e conseguiram retornar à superfície. Segundo o Corpo de Bombeiros, as equipes atuam com apoio de aeronave, drone, botes infláveis e motos aquáticas para tentar localizar o adolescente.

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Matéria em atualização.