Xbox, MacBook e iPad mais caros? Veja quanto os preços vão subir neste ano

Xbox, MacBook e iPad mais caros? Veja quanto os preços vão subir neste ano
Escassez de memória e armazenamento, impulsionada pela corrida da inteligência artificial, levou as empresas a reajustar preços de computadores, tablets e consoles.
A quinta-feira (25) não está sendo fácil para o consumidor. Duas gigantes da tecnologia anunciaram aumentos significativos nos preços de seus produtos.

A Apple elevou os preços de iPads e MacBooks, alegando que já não consegue absorver a forte alta dos custos de chips de memória e armazenamento. Já a Microsoft, dona da marca Xbox, informou que, a partir de 1º de agosto, os consoles ficarão até 33% mais caros.

A Apple esclareceu que o reajuste, impulsionado pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial, não afeta o iPhone, principal produto da empresa.

Já o MacBook Neo, notebook de entrada lançado para competir com modelos mais baratos equipados com Windows e Chromebooks, teve o preço inicial elevado de US$ 599 para US$ 699 (cerca de R$ 3.634, sem impostos).

Entre os principais reajustes anunciados pela Apple estão:

A empresa também aumentou os preços das duas versões do HomePod e do Apple TV. Após o anúncio, as ações da Apple caíam quase 5%, enquanto os papéis da Dell recuavam mais de 8%.

Xbox também sobe de preço

Para os gamers, o reajuste também pesa no bolso. Segundo a Microsoft, os consoles Xbox terão aumento de US$ 100 nos modelos de 512 GB e de US$ 150 nas versões de 1 TB.

“Além disso, descontinuaremos o modelo de 2 TB”, informou a empresa em nota.

Os novos preços são:

Os aumentos dão continuidade aos reajustes iniciados no ano passado. Em outubro de 2025, a Microsoft já havia elevado o preço dos consoles entre US$ 20 e US$ 70 nos Estados Unidos.

“Infelizmente, os custos de armazenamento e memória para consoles aumentaram mais de 2,5 vezes, e esperamos que eles dobrem novamente até o segundo semestre de 2027”, afirmou a companhia.

O que explica os reajustes?

Os anúncios mostram que nem mesmo a Apple, considerada uma referência em eficiência de cadeia de suprimentos, conseguiu escapar da disparada dos preços da memória, que começa a afetar toda a indústria de eletrônicos.

Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado o fornecimento para empresas de chips voltados à inteligência artificial, como a Nvidia. A estratégia elevou os lucros dessas fabricantes, mas reduziu a oferta de componentes para produtores de computadores, smartphones e outros eletrônicos.

“Nunca vimos um aumento no preço de componentes tão grande e tão rápido”, afirmou a Apple em comunicado. “Até agora conseguimos proteger nossos clientes desses aumentos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a elevar os preços de diversos produtos.”

A Microsoft afirma que a crise também atinge em cheio o mercado de consoles. “Toda a indústria de eletrônicos de consumo enfrenta a atual crise de componentes, mas os efeitos são especialmente severos para os consoles”, disse a empresa.

Segundo a companhia, diferentemente de celulares, computadores e outros dispositivos, os consoles normalmente não são vendidos com lucro, mas por um preço inferior ao seu custo de fabricação.