O capitão da Polícia Militar Eládio José do Prado Neto, de 46 anos, quemorreu dias após ter sofrido um acidente durante uma escoltaemCaldas Novas, era admirado entre os colegas e estava na PM desde 1999, de acordo com eles. Eládio chegou a ficar por quase um mês internado emGoiânia, mas não resistiu aos ferimentos.
Em nota, a PM lamentou a morte do militar e destacou que Eládio era compromissado e apaixonado pela profissão, além de um militar exemplar. O Comando de Policiamento Rodoviário da Polícia Militar do Estado de Goiás desejou que a trajetória do militar continue viva e se solidarizou com a família do comandante.
Eládio estava lotado no 4º Batalhão Rodoviário da Polícia Militar do Estado de Goiás, sediado em Caldas Novas, na região sul do estado. O acidente aconteceu no dia 22 de maio, enquanto o militar atuava como batedor em uma escolta motociclística. A morte do militar foi confirmada no sábado (13).
De acordo com Larissy Prado, esposa do PM, o policial era um ótimo marido e pai, além de excelente profissional. Ela contou que tem uma filha fruto de outro casamento, que tinha apenas 3 anos quando conheceu o militar e que Eládio ajudou a criar a menina, que hoje está com 22. Ela também destacou que o PM era apaixonado pela filha biológica que teve com ela, de apenas 7.
Larissy afirmou que a perda representa um momento muito difícil para a família.
Bruno Alvim, major da PM e amigo do militar, destacou aog1que Eládio atuava como chefe do serviço de inteligência dentro do batalhão. Segundo ele, o PM era um amigo muito querido e dedicado a profissão.
"Ele era o braço direito de qualquer comandante que ele já serviu junto. Além disso, era um amigo muito querido. Um pai e esposo dedicado. Sempre pronto, aquela pessoa que, quando a gente precisava dele, estava sempre pronto para desenrolar a missão e com sugestões. Muito fiel e honesto", elogiou.
Em 2017, o militar foi homenageado na Câmara Municipal de Pontalina com o título de cidadão honorífico. Nas redes sociais, a prefeitura publicou uma nota de pesar lamentando a morte do capitão, algo que definiu como "perda irreparável".
O militar chegou a ser comandante da barreira deSão Domingos, cidade que ligaGoiatubaeJoviânia. De acordo com o vereador de Goiatuba, Rogério Cardoso (PL), Eládio buscou melhorias, como aumentar o efetivo policial, e sempre fazia questão de participar de reuniões e eventos do município para atender a população.
O militar foi velado e enterrado em Morrinhos, no Cemitério São Francisco de Assis, no domingo (14). O capitão Eládio deixa esposa e duas filhas.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Veja quem era o capitão da PM que morreu após sofrer acidente durante escolta em Caldas Novas
Militar ingressou na corporação em 1999. Ele atuava como chefe de inteligência no batalhão rodoviário.