Trump considera opções contra o Irã que vão de bombardeios a operações especiais e avalia mudança de regime, diz jornal

Trump considera opções contra o Irã que vão de bombardeios a operações especiais e avalia mudança de regime, diz jornal
Presidente dos EUA ainda não tomou uma decisão nem autorizou ação militar contra o país do Oriente Médio, segundo o 'New York Times'. Trump escalou tensões contra o regime Khamenei e pede negociações com Teerã antes de usar 'navios poderosos'.
O presidente dosEstados Unidos,Donald Trump, está considerando uma ampla gama de opções militares para utilizar contra oIrãe enfraquecer o regime Khamenei, mas ainda não tomou uma decisão, revelou o jornal norte-americano "The New York Times".

Segundo o jornal,o conjunto atual de opções inclui bombardeios e até a possibilidade de forças americanas realizarem operações especiais encobertas em locais dentro do Irã.

Nos últimos dias,Trump também vem ponderando se uma mudança de regime seria uma opção viável, afirmou a reportagem.

Entre as opções de ataque militar à disposição de Trump também estãobombardeios a instalações nucleares do Irã—assim como fizeram em junho de 2025— econtra instalações militares e simbólicas do regime iraniano, como o quartel-general da milícia iraniana que seria responsável pelas mortes de manifestantes nas ruas do país.

Segundo o "New York Times", entre as opções mais arriscadas estaria o envio secreto de comandos para destruir ou danificar gravemente partes do programa nuclear iraniano que ainda não foram atingidas no bombardeio dos EUA no ano passado. A reportagem afirmou que o Exército dos EUA tem treinamento para missões desse tipo, de alto grau de especialização, para entrar em países e atingir alvos de alto valor —como as instalações nucleares do Irã, por exemplo.

Oficiais do governo dos EUA afirmaram à agência de notícias Reuters que outra das opções consideradas por Washington seria realizarataques direcionados às forças de segurança e líderes do Irã para inspirar novos protestos nas ruas do paíse "criar condições para uma mudança de regime".

Trump ainda não escolheu entre as opções apresentadas pelo Pentágono e, por isso, não autorizou ação militar contra Irã, afirmaram oficiais do governo dos EUA ao jornal.As opções que estão sendo consideradas vão além das que ele tinha na mesa na primeira quinzena de janeiro, quando os EUA ficaram à beira de atacar o regime iraniano, porém Trump foi convencido a desistir da ação após uma ligação de mediadores e apósTeerã ter desistido de realizar execuções de manifestantes.

Trump ameaça Irã com 'navios grandes e poderosos'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira (29) que pretende conversar com o Irã e afirmou esperar não ter que usar “navios grandes e poderosos” contra o país.

As tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a crescer nesta semana, depois que Trump voltou a dizer que pode autorizar um ataque caso o regime iraniano não negocie um acordo nuclear.

Falando a jornalistas, o presidente afirmou que já conversou anteriormente com autoridades iranianas sobre um possível acordo. Disse ainda que deixou claro que o Irã não pode ter uma arma nuclear e que deveria parar de matar manifestantes que protestam contra o governo.

Mais cedo, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a Defesa norte-americanaestá pronta para “entregar” ao Irã o que Trump determinar. Ele citou como exemplo a operação contra a Venezuela, que resultou nacaptura do ditador Nicolás Maduro.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm o porta-aviões USS Abraham Lincoln no Oriente Médio, com capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros. Trump afirmou que mais força militar está a caminho da região para monitorar o Irã “bem de perto”.

Na quarta-feira (28), Trump escreveu em uma rede social que o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln está pronto para agir“com velocidade e violência, se necessário”.

O Irã diz estar disposto ao diálogo, mas reforça que não abrirá mão do direito de se defender. Em nota divulgada na quarta-feira, a missão iraniana junto à ONU afirmou que o país responderá “como nunca antes” caso seja atacado.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi negou a existência de negociações em curso com os Estados Unidos e afirmou que o Irãnão aceitará dialogar sob ameaças militares.

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