Tenente-coronel Hugo Jorge Bravo, ex-presidente do Vila Nova, assume a Rotam e revela que tinha o desejo de comandar a corporação desde o início da carreira: ‘Gratidão’

Tenente-coronel Hugo Jorge Bravo, ex-presidente do Vila Nova, assume a Rotam e revela que tinha o desejo de comandar a corporação desde o início da carreira: ‘Gratidão’
Bravo assumiu o cargo no lugar do coronel Brayan Stive. Ele presidiu o Vila Nova Futebol Clube entre 2019 e 2025.
O tenente-coronel Hugo Jorge Bravo afirmou que assumir o comando das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) era um desejo que carregava desde os primeiros anos de carreira na Polícia Militar de Goiás (PMGO). Quase oito anos depois de deixar a unidade, o oficial voltou ao batalhão nesta sexta-feira (28), desta vez como comandante.

Bravo também comandou o Vila Nova Futebol Clube por quase seis anos. Em entrevista aog1, ele falou sobre a carreira militar e o trabalho desenvolvido no clube.Bravo contou que atuou na Rotam entre 2013 e o início de 2019, quando ainda era tenente e capitão. Desde então, passou por diferentes áreas da PMGO, incluindo a inteligência da corporação, a Companhia de Policiamento Especializado (CPE) deAparecida de Goiâniae o Comando de Operações de Divisas (COD). Para ele, a experiência acumulada ao longo desse período contribuiu para o retorno à unidade.

"Quem passa como tenente naquela unidade normalmente tem muito desejo de voltar um dia e comandar. Então, estou realizando um desejo de voltar na condição de comandante e poder colocar nossas ideias e nossa metodologia de trabalho em prática", afirmou.

A volta à Rotam foi anunciada pelo próprio oficial nas redes sociais. Em uma publicação, Bravo escreveu que, depois de quase oito anos, retornava ao batalhão "agora como comandante" . Ele também agradeceu à família e às pessoas que contribuíram para a trajetória e citou um trecho bíblico: "Até aqui nos ajudou o SENHOR" .

Ao longo dos quase oito anos em que esteve fora da Rotam, Bravo não deixou a Polícia Militar. Segundo ele, foram cerca de três anos e meio como chefe de operações de inteligência da PMGO, quase dois anos no comando da CPE de Aparecida deGoiâniae dois anos e meio à frente do COD.Para o tenente-coronel, a passagem por diferentes unidades permitiu conhecer metodologias e ambientes de trabalho distintos, experiência que agora pretende levar para o comando da Rotam.

"Serviu para a gente angariar experiências em diferentes ambientes de trabalho, diferentes metodologias de trabalho, que vai acumulando, que te dá uma bagagem para fazer um bom trabalho à frente do comando da Rotam", disse.

Aos 42 anos e com 17 anos de carreira na PMGO, Bravo afirmou que assumir a unidade também representa, para ele, um reconhecimento do trabalho realizado nas funções anteriores. "Todas as unidades que a gente passou, a gente deixou como legado evolução estrutural, recorde de produtividade. Então, significa que nós estamos no caminho certo", declarou.Apesar disso, ele rejeita a ideia de que chegar à Rotam represente uma espécie de promoção em relação às funções anteriores. Segundo o oficial, a mudança faz parte do processo de movimentação dos comandantes dentro da corporação.

Aos 42 anos e com 17 anos de carreira na PMGO, Bravo afirmou que assumir a unidade também representa, para ele, um reconhecimento do trabalho realizado nas funções anteriores. "Todas as unidades que a gente passou, a gente deixou como legado evolução estrutural, recorde de produtividade. Então, significa que nós estamos no caminho certo", declarou.Apesar disso, ele rejeita a ideia de que chegar à Rotam represente uma espécie de promoção em relação às funções anteriores. Segundo o oficial, a mudança faz parte do processo de movimentação dos comandantes dentro da corporação.

Continuidade no combate ao crime

Para Bravo, a Rotam já possui uma metodologia de trabalho consolidada e não precisa passar por grandes mudanças. O objetivo, segundo ele, é dar continuidade às ações desenvolvidas pela unidade e garantir condições para que os policiais cumpram as missões.

"A Rotam já tem seu brilho próprio. Ela é uma tropa bastante doutrinada, tem uma doutrina própria, onde todo mundo ali dentro sabe qual é a sua função, desde o soldado mais moderno ao comandante da unidade", afirmou.

O novo comandante disse que pretende manter o foco no combate aos crimes considerados ultraviolentos, às organizações criminosas e às facções. Segundo ele, a atuação deve continuar baseada no trabalho de inteligência e na integração com outras forças de segurança."A missão nossa como comandante é dar tranquilidade para a execução do serviço e estar à frente da tropa, liderando a tropa no cumprimento das missões" , disse.Entre os desafios que considera para a nova função, Bravo destacou a responsabilidade de garantir segurança jurídica e pessoal aos policiais que integram a unidade, além de manter a produtividade em alta.

"Garantir o máximo a segurança jurídica e pessoal dos nossos comandados e manter a produtividade da unidade em alta, dando resposta às principais ocorrências da Polícia Militar", afirmou.

A mudança no comando da Rotam ocorreu após uma reorganização na liderança da PMGO. Bravo assumiu o posto que era ocupado pelo coronel Brayan Stive, que passou a integrar o Comando Regional de Águas Lindas.

Do comando da PM ao Vila Nova

Além da carreira militar, Bravo ficou conhecido em Goiás pela atuação como dirigente do Vila Nova. Ele presidiu o clube entre o fim de 2019 e o fim de 2025 e atualmente ocupa a vice-presidência financeira.Durante o período, conciliou a atividade no clube com a carreira na PMGO. Segundo Bravo, para conseguir administrar o Vila sem precisar permanecer diariamente na instituição, foi estruturada uma equipe profissional para cuidar das áreas administrativa, financeira e de futebol.Foi também durante sua gestão que surgiram as primeiras apurações que levaram à Operação Penalidade Máxima, investigação do Ministério Público de Goiás sobre manipulação de resultados no futebol. Bravo identificou tentativas de aliciamento de jogadores do Vila Nova, reuniu provas e levou o caso ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).Agora, de volta à Rotam, ele inicia uma nova etapa dentro da Polícia Militar, mas considera o comando da unidade parte de uma trajetória construída ao longo de 17 anos.

"É um reconhecimento do comando de que a gente está no caminho correto", afirmou.

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