OMinistério da Saúdeincorporou aoSistema Único de Saúde(SUS) o uso daedaravonapara o tratamento de pacientes adultos comesclerose lateral amiotrófica(ELA) em estágios iniciais.
A decisão foi publicada nesta terça-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU). Segundo a portaria, as áreas técnicas têm o prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do tratamento na rede pública.
A nova terapia é indicada parapacientes com ELA em graus 1 e 2, com duração da doença menor ou igual a dois anos.
➡️Aesclerose lateral amiotróficaé umadoença degenerativaque afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo. Ela causa perda do controle muscular eainda não tem cura conhecida.
Por não haver nenhum exame de laboratório que indique alguma substância no sangue ou marcador de precisão para detectar a doença, o diagnóstico costuma ser difícil. São necessários cerca de 11 meses para detectar o problema.
Os primeiros sintomas da doença podem parecer inofensivos, levando tempo até os sinais revelem o potencial do problema.
👉Entre os primeiros sintomas relatados pelos pacientes estão:
No início, o raciocínio intelectual e os sentidos do corpo permanecem normais. Em geral, essas funções vão se deteriorando ao longo do tempo.
Após os primeiros sintomas, o paciente tem, em média, umasobrevida de três anos e meio. Como consequência dos problemas no funcionamento dos músculos da respiração, os pacientes podem ter infecções pulmonares que levam à morte.
Estima-se que apenas10% dos casos de esclerose lateral amiotrófica tenham causas genéticas. A doença é mais comum em pessoas entre 50 e 70 anos e é muito rara a ocorrência em jovens.
Tratamentos aprovados pelo SUS
Apesar de não haver cura, os tratamentos que existem buscam retardar a evolução da doença.
De acordo com o próprio Ministério da Saúde, o objetivo das terapias é aumentar a sobrevida, melhorar a qualidade de vida e controlar os sintomas.
Até então, o único tratamento específico aprovado pelo SUS era o uso doriluzol. O medicamento ajuda a retardar a progressão da ELA e aumentar a sobrevida dos pacientes em alguns meses.
A incorporação daedaravonavem também para tentar ajudar a diminuir o ritmo de evolução da doença, ainda em estágios iniciais.
➡️Segundo um estudo publicado na revista científica "The Lancet", em 2022, o fármaco podeaumentar em cerca de seis meses a sobrevida de pacientes. Além disso, no grupo analisado, ele foi capaz de reduzir o risco de morte.
SUS incorpora novo tratamento para pacientes com ELA em estágio inicial
Doença degenerativa afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo. Ela causa perda do controle muscular e ainda não tem cura conhecida. Ministério da Saúde tem até 180 dias para disponibilizar terapia na rede pública.