O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira,presos pela morte da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, emCaldas Novas, no sul do estado, passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (29), emGoiânia, e vão continuar presos. De acordo com o Ministério Público (MP), durante a audiência, ficou demonstrado que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro da lei.
Em nota enviada aog1, a defesa de Cleber disse que a audiência de custódia ocorreu normalmente e que Cleber respondeu a todas as indagações formuladas e segue contribuindo com as investigações(veja a nota na íntegra no final da matéria).
Acorretora de imóveis, Daiane Alves, desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 em Caldas Novas. Ela foi vista pela última vez no prédio onde a família mora, no centro da cidade, quando foi até o subsolo do prédio para restabelecer a energia, pois o seu apartamento estava sem luz.
A Promotoria de Justiça de Caldas Novas disse que Cleber e o filho, Maicon, passaram por audiência no início da tarde, e a decisão de manter os investigados presos levou em conta que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro da legalidade. Nenhum dos investigados relatou qualquer tipo de abuso, ilegalidade ou coação por parte dos agentes públicos que participaram da operação.
O síndico e o filho investigados pela morte da corretora Daiane Alves, estavam com malas prontas no apartamento,quando foram presos pela polícia. De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, que preside a investigação, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, sua esposa e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira, estavam dormindo no momento da prisão.
"Não podemos afirmar categoricamente (que eles iriam fugir). Mas existiam, sim, malas no local, no momento do cumprimento da prisão", disse o delegado ao g1.
Polícia investiga premeditação
Apesar de o síndico, Cléber Rosa de Oliveria, investigado afirmar que não planejou o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, a Polícia Civil avalia que há indícios de premeditação no crime, cometido em Caldas Novas. A conclusão foi apresentada durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28), após a prisão temporária de Cléber e de seu filho Maicon Douglas de Oliveira.
Segundo os delegados responsáveis pela investigação, o histórico de conflitos entre o síndico e a vítima, somado à forma como o crime foi executado, indica que a ação não foi impulsiva. Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, e o corpo foi encontrado em uma área de mata após mais de 40 dias.
O corpo da corretora foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia nesta quarta-feira (28), onde será examinado. Segundo a Polícia Científica, o laudo da necropsia que identifica a causa deve sair em 10 dias.
A Polícia Científica disse que trabalha para liberar o corpo o quanto antes e disse que a identificação não demora para ser confirmada. Segundo a perita criminal Núbia Miranda, o corpo de Daiane será examinado por tomografia computadorizada, além de exame da arcada dentária, exame antropológico e o possível DNA.
Nota da defesa de Cleber
"O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que a audiência de custódia ocorreu normalmente, bem como a oitiva perante a autoridade policial, sendo que Cleber respondeu a todas as indagações formuladas e segue contribuindo com as investigações."
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Síndico e filho presos por morte de corretora são mantidos presos após audiência de custódia, diz MP
Cleber Rosa de Oliveira e Maicon Douglas são investigados pela morte de Daiane Alves. A Polícia Civil continua investigando o caso e aguarda laudo da perícia no corpo da corretora.