O secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, deve deixar o cargo até o fim do ano — ou até mesmo antes disso, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (21) pelo do jornal The Wall Street Journal.
Driscoll tem entrado em atritos frequentes com o secretário da Guerra de Donald Trump, Pete Hegseth, desde que este assumiu o cargo, em janeiro de 2025, segundo a imprensa americana.
A tensão entre Driscoll e Hegseth teria culminado nademissão do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, em abril.
Driscoll e George eram parceiros próximos, segundo o "WSJ", e desenvolviam juntos projetos de renovação tecnológica no Exército. Eles também viajaram juntos para a Ucrânia antes da demissão de George.
A remoção do general foi motivo de críticas a Hegseth entre deputados e senadores de seu próprio partido, o republicanos.
Hegseth x liderança militar
Hegseth chegou a servir no Exército dos EUA e atuou no Iraque e no Afeganistão, mas fez sua carreira como âncora do canal de TV conservador Fox News antes de ser indicado como secretário do governo Trump.
Sua chegada na chefia do Pentágono foi vista com desconfiança pela liderança militar dos EUA, composta por funcionários de carreira.
No primeiro semestre de 2026,o secretário passou a promover uma "limpa" na alta cúpula das Forças Armadas. Uma reformulação militar ampla é incomum na história do país, ainda mais em momentos de conflito aberto, como a guerra contra o Irã.
Secretário do Exército dos EUA deve deixar o cargo até o fim do ano, diz jornal
Segundo jornal, saída se deve a tensões frequentes entre ele e o secretário da Guerra de Donald Trump, Pete Hegseth.