Rússia rejeita acusações de interferência nas eleições americanas

Rússia rejeita acusações de interferência nas eleições americanas
Em discurso nesta quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a China e o governo russo de tentarem influenciar as eleições no país. Alegação já foi repetida por Washington em outras ocasiões.
ARússiavoltou a rejeitar as acusações dosEstados Unidosde tentativa de interferência nas eleições americanas nesta sexta-feira (17).

Questionado por jornalistas sobre as declarações feitas pelo presidente dos EUA,Donald Trump, em discurso na TV nesta quinta-feira (16),o porta-voz do Kremlin negou que Moscou tenha buscado influenciar o resultado das urnas, como repetido inúmeras vezes por Washington anteriormente.

➡️ Esta não foi a primeira vez que a Casa Branca fez declarações sobre uma suposta interferência estrangeira nas eleições dos EUA. O próprioTrump chegou a ser investigado em seu primeiro mandato por um suposto conluio com a Rússiadurante sua campanha(relembre abaixo).

No discurso que fez nesta quinta,Trump fez acusações principalmente direcionadas à China, que tambémcondenou as declarações do presidente norte-americano.ARússiafoi citada apenas rapidamente, ao lado de outros países como Irã e Coreia do Norte.

"Esta noite, estamos publicando uma série de avaliações anteriormente sigilosas da comunidade de inteligência dosEstados Unidose outros relatórios que comprovam que o nosso governo há muito tempo sabe que essas máquinas são extremamente vulneráveis a ataques. Como afirma uma dessas avaliações: 'Avaliamos que os adversários dosEstados Unidos, incluindo, no mínimo,Rússia,China, Irã e Coreia do Norte, bem como grupos não estatais, têm capacidade de comprometer a infraestrutura eleitoral dosEstados Unidos'", afirmou o republicano.

Relembre as acusações de Trump

Asalegações de Trump atribuindo sua derrota a uma suposta fraude nas urnas em 2020 já vem de longa data. Foi sob esse argumento queseus apoiadores invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando o Congresso referendaria os resultados eleitorais.

Nesta quinta, ele anunciou a abertura de cinco grupos de documentos pela Casa Branca que supostamente provariam fraudes e disse que solicitaria uma investigação sobre aChinaa seu diretor do FBI, Kash Patel.

Em fevereiro de 2018, o Departamento de Justiça dos EUA fez umaacusação formal contra 13 cidadãos e três entidades russas por interferir nas eleições presidenciaisde 2016. Afirmou que o objetivo era apoiar a campanha do então candidatoDonald Trump, na época já eleito, e prejudicar a oponente democrata, Hillary Clinton.

Cinco meses depois, Trump disse que não acreditava que aRússiativesse interferido nas eleições de 2016 e que confiava na palavra de Putin, contrariando as indicações das agências de inteligência dosEstados Unidos.

Afala causou polêmica e, em uma entrevista, o republicano mudou seu discurso. Só em março de 2019, após 22 meses de investigação, Trump se livrou da acusação de conluio com Moscou.

O relatório do procurador especial Robert Mueller concluiu que elenão havia cometido o crime de conspiração (ou conluio), mas não o isentou da possibilidade de ter cometido outro crime, o de obstrução de justiça. Disse apenas que não havia provas suficientes para condená-lo.

Em 2021, três meses após o começo de seu mandato, o ex-presidente democrataJoe Biden anunciou sanções à Rússia como uma resposta à interferências dos russos nas eleiçõesamericanas de 2016 e uma operação de ataque virtual que conseguiu acessar dados de agências governamentais dos EUA.

Porém, no mesmo ano, uma avaliação não sigilosa da comunidade de inteligência dos EUA disse que não encontrou indícios de que qualquer ator estrangeiro tenha tentado alterar — ou tenha conseguido alterar — "qualquer aspecto técnico" da votação da eleição presidencial de 2020, incluindo registros de eleitores, cédulas, apurações ou resultados.

Tribunais, auditorias eleitorais e o próprio Departamento de Justiça dos EUA também rejeitaram as acusações sobre uma suposta vulnerabilidade eleitoral nos EUA. Declararam que não encontraram evidências de fraude, incluindo qualquer manipulação de urnas eletrônicas.

A agência federal de segurança cibernética classificou a votação como "a mais segura da história dosEstados Unidos".

em entrevista a uma TV americana, Trump que considera o presidente Vladimir Putin pessoalmente responsável pelas tentativas russas de interferir nas eleições presidenciais dos EUA em 2016.

VÍDEOS: mais assistidos do g1