Refinaria de petróleo no Bahrein é alvo de ataque de drone iraniano, diz mídia estatal

Refinaria de petróleo no Bahrein é alvo de ataque de drone iraniano, diz mídia estatal
Instalação de Al Ma'ameer, da Bapco, é a maior refinaria do Bahrein. Petroleira foi alvo em meio a ataques aéreos retaliatórios do Irã contra instalações energéticas de países do Golfo Pérsico. Ataques deixaram 32 feridos em Sitra.
Amaior refinaria de petróleo noBahreinfoi alvo de um ataque iraniano nesta segunda-feira (9), informou a mídia estatal bareinita.

O ataque teve como alvo o complexo petrolífero de Al Ma'ameer, em Sitra, no leste do país, eprovocou um incêndio e causou danos materiais na instalação, segundo a mídia estatal. A instalação é uma das maiores do Oriente Médio e tem capacidade de produzir cerca de 400 mil barris de petróleo por dia.

“Eclosão de um incêndio devido à agressão iraniana que teve como alvo uma instalação em Al Ma'ameer, com danos materiais registrados, mas sem vítimas, e as autoridades competentes iniciaram os procedimentos de combate ao fogo”, disse a Agência de Notícias do Bahrein em uma publicação no X.

Este é o mais recente ataque contra instalações energéticas no Golfo Pérsico, que nos últimos dias têm sido alvo de ataques aéreos retaliatórios feitos pelo Irãem meio à guerra que Teerã trava contra os EUA e Israel.

Uma coluna de fumaça espessa foi vista subindo da direção da refinaria.(Veja no vídeo acima)

Ataques do Irã em Sitra nesta segunda-feira também deixaram 32 feridos, segundo uma agência de notícias estatal do Bahrein.

A refinaria Al Ma'ameer já havia sido atingida por mísseis iranianos na quinta-feira (5), segundo agências de notícias internacionais.

Após o ataque desta segunda-feira, a companhia petrolífera estatal do Bahrein, Bapco, declarou "força maior", um mecanismo que funciona como uma manobra jurídica para liberar a empresa de suas obrigações contratuais devido a circunstâncias extraordinárias.

Segundo o comunicado da Bapco, as operações "foram afetadas pelo conflito regional em curso no Oriente Médio e pelo recente ataque ao seu complexo de refinaria". Entretanto, a empresa deve continuar atendendo à demanda local por petróleo.