Quem é Kevin Warsh, indicado por Trump e que assume o comando do Fed nesta sexta

Quem é Kevin Warsh, indicado por Trump e que assume o comando do Fed nesta sexta
Ex-diretor do banco central americano entre 2006 e 2011, Warsh é economista e jurista e foi escolhido após embates entre Trump e Jerome Powell sobre a política de juros.
Indicado porDonald Trump, o economista americano Kevin Warsh assume nesta sexta-feira (21) a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Warsh é ex-diretor do Fed, tem 56 anos e possui longa trajetória no sistema financeiro, no governo dos EUA e na condução da política monetária — ou seja, nas decisões sobre os juros do país.

Além de economista, o novo presidente do Fed também é jurista. Ele nasceu em Albany, capital do estado de Nova York, e é formado em políticas públicas pela Universidade de Stanford, com ênfase em economia e estatística.

🔎Especialista empolítica de jurosemercados financeiros globais, Warsh construiu uma carreira nas áreas deeconomia e finanças, participação ativa nagestão de crises econômicase experiência entrecargos no governo, além deatividades acadêmicase nosetor privado.

Em seguida, concluiu o curso de direito na Universidade Harvard, onde se especializou na relação entre direito, economia e regulação.

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Também realizou estudos complementares em economia de mercado e mercados de capitais naHarvard Business Schoole noMassachusetts Institute of Technology (MIT).

Sua carreira começou no setor financeiro, no banco americanoMorgan Stanley, onde atuou na área de fusões e aquisições.

Nesse período, assessorou empresas de diferentes setores, como indústria, tecnologia e serviços, além de participar da estruturação de operações no mercado de capitais.

Atuação no governo americano

Em 2002, Warsh deixou o setor privado para integrar o governo do então presidente George W. Bush (2001–2009). Na Casa Branca, ocupou os cargos de assistente especial para política econômica e secretário executivo do Conselho Econômico Nacional.

Nessa função, aconselhava diretamente o presidente sobre temas ligados à economia dos EUA, mercados financeiros, sistema bancário e seguros.

Em 2006, foi indicado por Bush para o Conselho de Governadores do Fed, como diretor,tornando-se o mais jovem membro da história da instituição, aos 35 anos.

Durante seu mandato, representou o banco central americano no G20 --- grupo das principais economias do mundo ---, e atuou como emissário para economias da Ásia, além de exercer a função de governador administrativo, responsável pela gestão interna da instituição.

Desde que deixou o Fed, em 2011, Warsh atua no meio acadêmico e no mercado financeiro.É pesquisador visitante em economia no Instituto Hoover, da Universidade de Stanford, e professor na Escola de Negócios da mesma instituição.

Também é sócio-consultor da gestora de investimentos Duquesne Family Office, ligada ao bilionário americano Stanley Druckenmiller.

Além disso, integra conselhos de administração de empresas como a United Parcel Service, uma das maiores empresas de logística do mundo, e a varejista americana de tecnologia Coupang.

Warsh também participa de fóruns de discussão econômica, como o G30 --- conselho global independente que reúne líderes econômicos e financeiros ----, e o painel de consultores econômicos do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA.

Novo indicado de Trump

O anúncio de Warsh como novo indicado parapresidir o Fed foi feito pelo presidente Donald Trump em janeiro.A nomeação foiaprovada pelo Senado americano em 13 de maio.

“Tenho o prazer de anunciar que estou nomeando Kevin Warsh para presidir o Conselho de Governadores do Federal Reserve”, escreveu, na época, Trump em uma publicação nas redes sociais.

Warsh substitui Jerome Powell, cujo mandato terminou em 15 de maio. Ao longo do atual mandato de Trump, Powell foi alvo de críticas frequentes do presidente, que defende cortes mais rápidos nos juros para impulsionar a economia.(leia mais aqui)

Warsh, por sua vez, é visto como favorável a juros mais baixos.Ele defende reduzir a atuação do Fed na economia americana, o que indica uma postura mais cautelosa em relação a estímulos mais fortes.

RELEMBRE O EMBATE ENTRE TRUMP E POWELL: