Putin deve intensificar guerra na Ucrânia, apesar de pressão de Trump pela paz, diz agência

Putin deve intensificar guerra na Ucrânia, apesar de pressão de Trump pela paz, diz agência
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, ataques de drones da Ucrânia contra refinarias de petróleo e portos russos reforçaram sua determinação de continuar lutando por enquanto.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está rejeitando os apelos para negociar a paz com Kiev e deve intensificar a guerra na Ucrânia nos próximos meses, segundo a agência de notícias Reuters.

A informação é de três fontes próximas ao Kremlin, ouvidas de forma anônima. De acordo com elas, Putin se mantém firme em seu objetivo principal de capturar o restante da região de Donbas, no leste da Ucrânia, e os ataques de drones ucranianos contra refinarias de petróleo e portos russos reforçaram sua determinação de continuar lutando por enquanto.

Uma delas afirma que, recentemente, o presidente russo repreendeu um grupo de assessores que sugeriu um acordo baseado em um cessar-fogo ao longo das atuais linhas de frente.

Em junho, Putin rejeitou publicamente um apelo feito pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, por uma reunião e um cessar-fogo.

Trump segue pressionando por acordo de paz

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Na segunda-feira (6), o presidente dos Estados Unidos,Donald Trump, afirmou que Putin deseja o fim da guerra e que uma resolução para a guerra está "mais próxima do que as pessoas imaginam".

A declaração ocorre dois dias depois de uma conversa telefônica de quase 90 minutos entre os dois, em queTrump ofereceu ajuda para buscar uma solução para a guerra na Ucrânia, segundo um assessor do Kremlin.

"O presidente norte-americano confirmou mais uma vez sua disposição de trabalhar por um rápido fim dos combates e encontrar soluções para superar a crise", disse Ushakov ao comentar a conversa entre Trump e Putin.

Nesta quinta-feira (9), um dia apósTrump autorizar a Ucrânia a produzir mísseis Patriot durante uma conversa com Zelenskyna cúpula daOtan, o governo russo manteve sua postura diplomática em relação a Washington:

"Existe um certo dualismo na posição dos EUA. Eles cometem erros às vezes, mas se mantêm firmes na posição para ajudar a encontrar uma solução pacífica. Sabemos que os EUA fornecem armas à Ucrânia, não somos ingênuos, a licença é uma informação nova para nós".

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse, no entanto, que os EUA estão enganados ao acreditar que ataques da Ucrânia em território russo poderiam ajudar a pôr fim à guerra.