'Pior crise desde a redemocratização': como imprensa internacional noticiou novo capítulo da guerra no STF

'Pior crise desde a redemocratização': como imprensa internacional noticiou novo capítulo da guerra no STF
A agência Bloomberg noticiou que Edson Fachin tomou as medidas 'mais agressivas até o momento' em sua tentativa de retomar o controle do STF.
A imprensa internacional voltou a noticiar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) após um dia que viu diversas reviravoltas, com decisões sendo anunciadas e revertidas.

Na quarta-feira (9), o presidente doSTF, Edson Fachin, anunciou umasérie de medidas para debelar a crise provocada pelo escândalo do Banco Master. O presidente decidiu:

A agênciaBloombergnoticiou que "essasmedidas são as mais agressivas de Fachin até o momento em sua tentativa de retomar o controlede uma corte que mergulhou em sua crise mais profunda desde o retorno do Brasil à democracia, quatro décadas atrás".

"Essa saga ameaça transformar a iminente eleição presidencial em um referendo sobre os amplos poderes da Corte, com o embate entre Moraes e Mendonça refletindo uma polarização política mais ampla às vésperas de uma eleição que coloca frente a frente o presidente Luiz InácioLulada Silva e o senador de direita Flávio Bolsonaro."

SobreAlexandre de Moraes, a Bloomberg escreve que "seus esforços agressivos para combater a desinformação fizeram dele o principal antagonista de conservadores como o ex-presidenteJair Bolsonaro". A agência afirma que ele se transformou no juiz mais famoso do Brasil.

Já Mendonça é descrito como um dos críticos mais ferrenhos de Moraes dentro do tribunal e "um dos membros mais poderosos da corte desde fevereiro, quando assumiu a supervisão da investigação sobre o Banco Master".

Sobre o inquérito das fake news, a agência escreve que ele se expandiu "para uma investigação de amplo alcance que transformou Moraes em um dos principais alvos de polêmica política no Brasil, à medida que ele entrava em confronto com gigantes das redes sociais e políticos de direita de destaque, incluindo o bilionário Elon Musk e o ex-presidenteJair Bolsonaro".

As decisões de Fachin também foram divulgadas por outras agências de notícias.

AAPnoticiou que "adisputa de poder na Suprema Corte também causou danos à própria instituição, com críticos condenando veementemente o caos que a abala em suas bases".

"A divergência entre os ministros do Supremo Tribunal Federal, percebidos como ocupando extremos opostos do espectro político brasileiro, está se tornando uma questão importante às vésperas da eleição presidencial do mês que vem", afirma a agência.

AReuterstambém noticiou que o embate entre os ministros"lançou a mais alta corte do Brasil em sua maior crise desde o retorno do país à democracia, há mais de quatro décadas".

"As instituições brasileiras estão sendo abaladas pela ampliação das investigações sobre o Banco Master e por supostos vínculos entre o presidente do banco, Daniel Vorcaro, e autoridades do governo e políticos da oposição."

Na quarta-feira, após a ordem do ministroFlávio Dinode reintegrar o diretor da Polícia Federal — mas antes da decisão de Fachin anulando essa e outras ordens — o jornal argentinoClarínnoticiou que oBrasil vive uma "guerra aberta entre os juízes da Suprema Corte do Brasil em plena campanha eleitoral".

"As disputas internas continuam a aumentar no Supremo Tribunal Federal do Brasil, em um confronto sem precedentes entre seus juízes em meio a uma campanha eleitoral."