Petróleo volta a atingir US$ 100 com guerra no Oriente Médio e derruba bolsas globais

Petróleo volta a atingir US$ 100 com guerra no Oriente Médio e derruba bolsas globais
Conflito chega à quarta semana marcada por sinais contraditórios sobre negociações de cessar-fogo, enquanto Irã e Israel retomam ataques nesta quinta-feira (26).
A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a mexer com os mercados globais nesta quinta-feira (26). O preço do petróleo subiu, enquanto bolsas de valores ao redor do mundo registraram queda, em meio à incerteza sobre um possível fim do conflito.

Apesar de sinais de negociação, Estados Unidos e Irã afirmam ter vantagem na guerra, mas não há acordo. O governo do presidente Donald Trump chegou a apresentar uma proposta de paz, que foi rejeitada pelo Irã, que também sugeriu seus próprios termos.

Um dos principais pontos de preocupação é o Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica por onde normalmente circula cerca de 20% de todo o petróleo do mundo.

Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o tráfego na região praticamente parou, o que aumenta o risco de falta de energia e pressiona os preços.

Além disso, ataques recentes a estruturas de energia, tanto por Israel quanto pelo Irã, elevaram o temor de danos mais duradouros na oferta global de petróleo e gás.

Com esse cenário, as bolsas internacionais operaram em queda. Na Europa, os principais índices recuaram cerca de 1%.

Na Ásia, o desempenho também foi negativo, com todas as bolsas fechando em queda nesta quinta-feira. Em Hong Kong, o índice caiu 1,9%, enquanto Xangai recuou 1,1%, e o CSI300 perdeu 1,3%. No Japão, o Nikkei caiu 0,27%, e na Coreia do Sul, o Kospi teve a maior baixa, de 3,22%.

Nos Estados Unidos, os futuros de ações — que indicam o rumo do mercado — também caíam, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas.