Petróleo cai mais de 6% após pausa nos ataques entre EUA e Irã

Petróleo cai mais de 6% após pausa nos ataques entre EUA e Irã
Pausa nos ataques entre os dois países reduz temor de interrupção no fornecimento global de petróleo e impulsiona bolsas ao redor do mundo.
Os preços do petróleo caem forte nesta segunda-feira (27), depois queEstados Unidos e Irã interromperam temporariamente a troca de ataquesno fim de semana.

A pausa aumentou a expectativa de que os dois países possam evitar uma nova escalada do conflito, reduzindo o temor de problemas no fornecimento mundial de petróleo.

A diminuição das tensões no Oriente Médio também impulsionou os mercados financeiros:

No mercado de moedas, o dólar perdia força frente a outras divisas:

Por que o petróleo está caindo?

Na semana passada, o petróleo disparou com o agravamento do conflito entre EUA e Irã. O mercado temia que os confrontos afetassem a produção e o transporte da commodity, o que reduziria a oferta e faria os preços subirem.

Agora, a pausa nos ataques diminuiu parte dessa preocupação. Investidores passaram a apostar que o conflito pode ser resolvido por meio da diplomacia, ainda que não exista um acordo de paz.

No domingo (26), o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que o presidente Donald Trump está dando "algum espaço ao diálogo" com o Irã. Em resposta, o governo iraniano informou que também suspendeu seus ataques de retaliação enquanto os americanos mantiverem a pausa.

Apesar disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira quenão há negociações em andamento entre os dois paísese negou que Teerã tenha solicitado conversas com Washington.

Mesmo com a redução das tensões, o mercado continua atento à situação no *Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo.

A passagem é responsável por cerca de 20% das exportações globais da commodity. Nas últimas 24 horas, segundo a imprensa estatal iraniana, seis navios foram impedidos pela Guarda Revolucionária de atravessar o estreito após tentarem utilizar uma rota considerada irregular.

No dia anterior, outros quatro navios também haviam sido interceptados. Apesar da pausa nos bombardeios, a circulação de petróleo na região ainda enfrenta restrições, o que mantém parte da incerteza no mercado.

Além disso, continuam as preocupações comataques de rebeldes houthis, aliados do Irã, a instalações ligadas ao petróleo na região do Mar Vermelho.

*Com informações da Reuters e AFP