Luís Miguel, pai do tenista goiano Guto Miguel, abandonou a carreira de advogado por acreditar que um dos três filhos poderia ser campeão de tênis algum dia, segundo o amigo Flávio Cardoso. O jovem de 17 anos se tornou o primeiro brasileiro a ganhar o título de campeão juvenil de Roland Garros, um dos principais torneios de tênis do mundo, realizado em Paris, na França.
Flávio conta que é amigo de longa data do pai de Guto e que todos os sacrifícios da família estão dando frutos. Segundo ele, o advogado largou a carreira, o conforto e a estabilidade por um único propósito: transformar os filhos em tenistas profissionais.
Luís Augusto, Luís Otávio e Luís Felipe tiveram o apoio do pai, que também jogava tênis e chegou a participar de alguns torneios, para perseguir esse sonho. Flávio é dono de uma academia de tênis emGoiâniae disse que Luís Miguel decidiu abandonar a carreira quando ficou impossível conciliar a rotina dos meninos com a vida profissional.
"Chegou a um certo ponto que não tinha mais como conciliar o trabalho e essas viagens para acompanhar os meninos em torneios, treinamentos e o tempo que ele se dedicava. Então, ele precisou tomar essa decisão de abandonar a carreira dele para poder ficar 100% disponível nessa rotina do dia a dia que é necessária", disse o empresário em entrevista aog1.
Flávio chegou a chamar o amigo de "Richard Williams Goiano", em referência ao pai das tenistas norte-americanas Venus e Serena Williams, que guiou as filhas na trajetória rumo à carreira profissional.
O amigo conta que Luís Miguel sempre teve o sonho de fazer os filhos jogarem profissionalmente e que ele chegou a assumir os treinos dos filhos durante um tempo. Com esse sonho em mente, o pai tomou a decisão de "abandonar tudo" quando Guto tinha cerca de 12 anos.
"Eles decidiram sair de Goiânia e investiram tudo no Guto quando ele começou a se destacar e foram morar em Brasília, porque tinha uma estrutura melhor para que ele tivesse melhores resultados", contou Flávio.
Pai de Guto Miguel abandonou carreira de advogado por acreditar que filho poderia ser campeão de tênis, diz amigo
Luís Miguel, pai de três tenistas, tomou a decisão quando não conseguiu mais conciliar o trabalho com a rotina necessária para formar atletas, segundo Flávio Cardoso. Guto Miguel acaba de se tornar campeão juvenil de Roland Garros.
O filho mais velho, Luís Felipe, joga tênis universitário nos Estados Unidos e já jogou em dupla com Guto, enquanto Luís Otávio deixou as quadras para estudar. Enquanto isso, o sonho da família segue vivo agora que Guto assumirá a liderança no ranking da categoria para atletas até 18 anos depois do desempenho no Grand Slam, em Paris.
Flávio diz que muita gente pode achar que a dedicação de Luís Miguel em abrir mão da própria vida para se dedicar ao sonho dos filhos é loucura, mas que sua atitude é inspiração para tenistas que sonham em jogar profissionalmente.
"O que eu mais admiro nessa história, que eu acompanhei, é exatamente essa coragem que ele teve, essa convicção de acreditar, a parte de abrir mão de tudo, né? Da sua profissão, da sua rotina diária, de tudo que ele poderia fazer por ele, para poder fazer pelos filhos dele", disse Flávio.
Flávio conta que não sabe se o amigo voltou a trabalhar hoje em dia, com os filhos já crescidos e a expectativa de uma carreira espetacular para Guto no circuito. Entretanto, ele destaca que tudo valeu a pena e que a decisão foi acertada.
"As pessoas sempre vão te chamar de louco, né? Então, lógico que isso acontecia, mas coisas extraordinárias estão exatamente nisso. Se não tiver um pouco de loucura, parece que a gente não consegue alcançar o resultado que ele alcançou", terminou.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Flávio diz que muita gente pode achar que a dedicação de Luís Miguel em abrir mão da própria vida para se dedicar ao sonho dos filhos é loucura, mas que sua atitude é inspiração para tenistas que sonham em jogar profissionalmente.
"O que eu mais admiro nessa história, que eu acompanhei, é exatamente essa coragem que ele teve, essa convicção de acreditar, a parte de abrir mão de tudo, né? Da sua profissão, da sua rotina diária, de tudo que ele poderia fazer por ele, para poder fazer pelos filhos dele", disse Flávio.
Flávio conta que não sabe se o amigo voltou a trabalhar hoje em dia, com os filhos já crescidos e a expectativa de uma carreira espetacular para Guto no circuito. Entretanto, ele destaca que tudo valeu a pena e que a decisão foi acertada.
"As pessoas sempre vão te chamar de louco, né? Então, lógico que isso acontecia, mas coisas extraordinárias estão exatamente nisso. Se não tiver um pouco de loucura, parece que a gente não consegue alcançar o resultado que ele alcançou", terminou.
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