Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, que foi presa suspeita defingir ser uma adolescente de 12 anos em Santa Catarinapara ser adotada chegou a ser condenada por falsidade ideológica emGoiâniaapós cometer crime similar. Segundo o documento da sentença, Amanda foi presa em flagrante após terdado o nome de uma criança de 11 anos, do Rio Grande do Sul, durante um atendimento médico.
Aog1, o advogado Rafael Luiz Siewert, defensor de Amanda, informou que pediu a realização de exame de sanidade mental da investigada e que o magistrado suspendeu o processo atual até a realização do exame pericial pela Polícia Científica, agendado para o dia 26 de junho(veja a íntegra da nota ao final da reportagem).
O caso aconteceu em agosto de 2024. Na época, o conselheiro tutelar Rondinelly-Ná Barbosa foi acionado por membros de uma igreja onde pastoras estariam auxiliando uma suposta adolescente, vítima de abuso e exploração sexual.
"Ela estava dizendo que sofreu vários abusos sexuais e em um desses abusos chegou a sofrer com introduções de agulhas pelo corpo. E isso nos chamou muita atenção naquele momento", afirmou o conselheiro.
Com isso, o conselheiro orientou que Amanda fosse levada até o Hospital da Mulher, localizado no Setor Coimbra. De acordo com a sentença, ela foi acompanhada por policiais militares e, no local, durante os primeiros atendimentos, se identificou como "Gabriele", mas mudou o nome e forneceu os dados de uma criança de 11 anos do Rio Grande do Sul.
Rondinelly contou que Amanda chegou a falar o nome completo, o CPF e até o nome da mãe da criança. Com isso, ainda se passando pela menina, Amanda foi encaminhada ao Hospital da Criança e do Adolescente (Hecad), para receber tratamento especializado.
"Lá foi feito todo um procedimento para que pudesse comprovar o estado de saúde dela, o que comprovou queela tinha centenas de agulhas pelo corpo. E algumas agulhas estavam em regiões que poderiam ocasionar a morte", explicou o conselheiro.
Enquanto isso, a sentença narra que foi o próprio conselheiro tutelar que começou a desvendar a farsa, ao ligar para o Conselho Tutelar dePorto Alegre(RS) para saber mais sobre a criança que Amanda fingia ser, enviando fotos da vítima. O conselheiro recebeu em resposta uma reportagem com a imagem de Amanda, em que ela aparecia como suspeita de cometer os crimes de falsidade ideológica e estelionato no Rio Grande do Sul.
A sentença descreve que, ao ser questionada pelo conselheiro, Amanda não respondeu, e Rondinelly chamou os policiais militares para dar voz de prisão em flagrante à mulher. Na presença dos policiais, ela então confessou que seu nome verdadeiro era Amanda Maria Souza de Oliveira e afirmou ser natural do Ceará.
"Demos voz de prisão pela tentativa que ela vinha cometendo contra essas mulheres [pastoras]. Graças a Deus ela ficou um tempo presa, mas está aí novamente solta e cometendo outros crimes, outros delitos e tendo outras vítimas, tentando extorquir. Sabe-se lá o que ela está tentando com isso", afirmou.
Amanda foicondenada em fevereiro de 2025 a 1 ano e 10 meses de reclusão em regime aberto,além de multa, com a pena privativa de liberdade sendo substituída por restritiva de direito.
"A Defesa recebe com serenidade a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Cumpre destacar que, na mesma decisão em que recebeu a denúncia, o Magistrado determinou a suspensão do processo até a realização de exame pericial pela Polícia Científica, agendado para o dia 26 de junho de 2026.
Assim, até que o laudo pericial seja concluído e juntado aos autos, o processo permanecerá suspenso, aguardando o resultado da perícia.
Rafael Luiz Siewert - OAB/SC 30.361"
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Mulher que fingiu ter 12 anos em SC para ser adotada tinha sido condenada em GO por falsidade ideológica após se passar por criança abusada
Segundo sentença, ela fingiu ser uma menina de 11 anos e forneceu os dados da criança. Exames revelaram na época que ela tinha agulhas pelo corpo.