Líder das Ilhas Canárias rejeita navio com surto de hantavírus e exige reunião urgente com premiê da Espanha

Líder das Ilhas Canárias rejeita navio com surto de hantavírus e exige reunião urgente com premiê da Espanha
A emissora estatal espanhola TVE havia informado que embarcação deveria atracar na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, citando fontes do Ministério da Saúde espanhol.
O governo regional das Ilhas Canárias, na Espanha, disse nesta quarta-feira (6) se opor ao atraque do navio atingido por um surto de hantavírus, que causou mortes e infecções entre os passageiros.

A permissão para que a embarcação atracasse no arquipélago havia sido dada pelo governo da Espanha.(Leia mais abaixo)

"Esta decisão não se baseia em quaisquer critérios técnicos, nem existem informações suficientes para tranquilizar o público ou garantir a sua segurança", disse o líder do governo canário, Fernando Clavijo, à rádio "COPE".

Clavijo acrescentou que solicitou uma reunião urgente com o primeiro-ministroPedro Sánchezpara discutir o assunto.

🔎Os hantavírus são transmitidos principalmente por roedores infectados e podem causar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas.

Também nesta quarta, a emissora estatal espanhola TVE noticiou que o navio de cruzeiro deveria atracar na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias , citando fontes do Ministério da Saúde do país. O ministério não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.

Embarcação deve seguir para Espanha

O navio MV Hondius deve atracar na ilha Tenerife, no arquipélago das Ilhas Canárias, segundo informado pelo Ministério da Saúde da Espanha nesta terça-feira (5).

De acordo com o comunicado, ao chegar às Ilhas Canárias, passageiros e tripulantes serão examinados e tratados por equipes médicas antes de serem transferidos para seus países de origem.

“A Organização Mundial da Saúde explicou que Cabo Verde não tem capacidade para realizar essa operação”, afirmou o ministério. “As Ilhas Canárias são o local mais próximo com a estrutura necessária. A Espanha tem obrigação moral e legal de ajudar essas pessoas, entre as quais também há vários cidadãos espanhóis.”