A costarriquenha Laura Fernández,apoiadora de Donald Trump e das megaprisões do salvadorenho Nayib Bukele, será a nova presidente daCosta Rica.
Fernández, candidata do atual governo, de direita, venceu as eleições presidenciais realizadas no domingo (1º) no país, um dos mais prósperos da América Latina, mas que também vem enfrentando o crescimento do narcotráfico e da violência.
Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral do país, com 88,4% das urnas apuradas, ela tinha 49,1% dos votos — era preciso 40% para vencer o pleito no 1º turno. Seu adversário mais próximo era o economista Álvaro Ramos, do Partido de Libertação Nacional, que obteve 32,8% dos votos.
Fernández fez campanha defendendo a continuidade das políticas do atual presidente, Rodrigo Chaves, que, pelas regras do país, não pode concorrer à reeleição.
O aumento da criminalidade nos últimos anos na historicamente pacífica nação centro-americana pode ser um fator decisivo para muitos eleitores. Alguns culpam o governo Chaves por não ter conseguido reduzir esses índices, mas muitos veem seu estilo confrontador como a melhor chance de a Costa Rica conter a violência.
Fernández foi anteriormente ministra do Planejamento Nacional e Política Econômica de Chaves e, mais recentemente, ministra da Presidência.
Ela é a sucessora preferida de Chaves e era considerada a favorita antes da eleição de domingo.
Os costa-riquenhos também votaram para a Assembleia Nacional, composta por 57 cadeiras. Espera-se que o partido de Chaves ganhe mais espaço, mas talvez não alcance a supermaioria que ele e Fernández defendem — o que permitiria, por exemplo, que o partido escolhesse magistrados da Suprema Corte.
Vinte candidatos disputavam a presidência, mas nenhum, além de Fernández e Ramos, ultrapassou 5% nos resultados preliminares e parciais.
Cerca de 3,7 milhões de costa-riquenhos estão aptos a votar. A votação começou às 6h de domingo e terminou às 18h.
Ronald Loaiza, engenheiro eletricista, foi um dos primeiros a votar sob chuva e frio na manhã de domingo em uma escola em Cartago, a cerca de 25 quilômetros a leste de San José. Ele foi cedo para poder acompanhar o pai mais tarde, em outra cidade.
“Espero que seja uma celebração democrática, que as pessoas saiam para votar”, disse ele. “É muito importante que exerçamos o direito que este país nos dá, que tenhamos consciência da nossa democracia.”
Há quatro anos, Chaves fez uma campanha como “outsider” que o levou à vitória sobre os partidos tradicionais do país, apesar de já ter sido, por pouco tempo, ministro da Economia em um governo anterior. Sua narrativa de que os partidos tradicionais eram corruptos e agiam por interesse próprio teve grande repercussão em um país com alto desemprego e um déficit orçamentário crescente.
Laura Fernández, de direita e pró-Trump, é eleita presidente da Costa Rica
Fernández, candidata governista já liderava em pesquisas de intenção de voto. Resultados preliminares e parciais colocam a sucessora escolhida a dedo pelo presidente da Costa Rica bem à frente em um campo lotado após a eleição de domingo.