Umataque de mísseis dosEstados Unidosmatou sete militares iranianosem um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste doIrã, nesta quarta-feira (15), informou o Exército do país.
O anúncio ocorre em meio àintensificação dos confrontos entre os dois países e a volta do bloqueio militarnorte-americano aos portos iranianos para tentar manter a navegação aberta no Estreito de Ormuz.
Apesar dos esforços, nesta quarta, aGuarda Revolucionária doIrãvoltou a afirmar que a rota permanecerá fechada até que os “atos de agressão” dos EUA parem.
“As operações de represália dos combatentes continuarão, e o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que osEstados Unidosponham fim aos seus atos de agressão”, afirma comunicado divulgado pela televisão estatal Irib.
Por volta das 7h30 do horário de Brasília, o Comando Central dos EUA (Centcom), que lidera a ofensiva no Oriente Médio, anunciou que havia iniciado uma nova onda de ataques contra oIrãhá 30 minutos:
"Ataques visam degradar ainda mais as capacidades militares que as forças iranianas têm usado para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz".
Troca de ataques continua
Antes do anúncio desta manhã, o Centcom lançou "uma nova série de ataques contra dezenas de alvos militares" iranianos na noite desta terça-feira (14).Foi a a quarta noite consecutiva de bombardeios americanos.
OIrãconfirmou os bombardeios em larga escala desde a noite desta terça - em Bandar Abbas e na ilha de Qeshm - no Estreito de Ormuz - e na cidade de Ahvaz, no sudeste do país - erespondeu nesta quarta com ataques a alvos ligados aos EUA em vários países do Golfo. Um deles foi a instalações utilizadas pela Quinta Frota dos EUA noBahrein, informou a televisão estatal.
"O Centro de Gerenciamento da NSI, o Centro de Comando e Controle, os principais depósitos de peças e equipamentos militares e as instalações de armazenamento de combustível da Quinta Frota dos EUA noBahreinforam destruídos", disseram os membros da Guarda Revolucionária em um comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB.
As forças armadas doBahreinconfirmaram ter interceptado vários dos mísseis iranianos e condenou a ofensiva: "O Comando Geral das Forças de Defesa doBahreinanuncia que oIrãcontinua sua abordagem hostil sistemática por meio de ataques criminosos contra civis.
OKuwait, atingido na terça-feira por mísseis e drones que feriram quatro militares, relatou novos ataques de drones nesta quarta-feira. OIrãanunciou quebombardeou o centro logístico kuwaitiano de Mina Abdullah, utilizado pelo Exército americano.
O Exército daJordâniaafirmou que derrubou três mísseis lançados peloIrãque, segundo a televisão estatal iraniana, lançou drones contra hangares na base Al Azraq e uma instalação que abriga caças F-18.
Retomada da guerra tem impacto mundial
A retomada do bloqueio naval dos EUA, em vigor desde às 17h desta terça em Brasília, e a intensificação dos bombardeios minam os esforços diplomáticos para fazer respeitar o protocolo deacordo assinado em 17 de junho pelos Estados Unidos e pelo Irã, que ratificava o cessar-fogo de abril.
O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que Washington "desmantelou" o protocolo de acordo.
Vários petroleiros foram atacados no Estreito de Ormuz, ações que deixaram pelo menos dois mortos e vários feridos desde a noite de segunda-feira, segundo a Organização Marítima Internacional.
Avolta dos conflitos no Estreito de Ormuz tem grande impacto sobre o comércio mundial. A ONU expressou preocupação com as "graves consequências socioeconômicas e humanitárias" do bloqueio da "rota de passagem essencial da qual dependem milhões de pessoas".
OsEUA também anunciaram sançõescontra a rede de petroleiros do magnata Mohammad Hossein Shamkhani, acusado de facilitar as exportações de petróleo iraniano, assim como o congelamento de 130 milhões de dólares (659 milhões de reais) em criptomoedas vinculados ao Banco Central iraniano.
Irã anuncia morte de sete militares em bombardeio dos EUA; troca de ataques continua
Foi a quarta noite consecutiva de ofensiva dos EUA ao território iraniano. Teerã respondeu lançando mísseis contra alvos norte-americanos no Bahrein, Kuwait e Jordânia.