O ministro da Fazenda,Fernando Haddad, defendeu nesta quarta-feira (25)o aumento no imposto aplicado sobre mais de mil produtos importados, incluindo smartphones.
O aumento – decidido no início do mês e divulgado com exclusividade pelog1– para os produtos incluídos na medida pode chegar a até 7,2 pontos percentuais, afetando setores e consumidores que recorrem a compras internacionais.
Entre os itens afetados estão, além dos smartphones, máquinas e equipamentos, como caldeiras, geradores, turbinas e fornos industriais.
Em entrevista, o ministro disse que a medida tem objetivo regulatório e que buscar "proteger a produção nacional."
"Mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil, ou seja, seguem a lei brasileira, não tem nada a ver com essa medida (...) para proteger a produção nacional que essa medida está sendo tomada", afirmou.
"Agora uma empresa asiática, de qualquer país que faz um similar e está jogando o seu produto aqui abaixo do custo porque não está conseguindo vender na Europa e Estados Unidos, aí não estamos falando: pera lá, aí não. Ou você vem para cá produzir aqui, e aí a gente produz tudo aqui, ou você não vai poder concorrer nessa base de preço", exemplificou.
Questionado sobre a possibilidade de revogar o aumento na tarifa – criticado pela oposição –, o ministro disse que a medida protege o país contra o "comércio internacional desleal" e permite que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) faça ajustes, inclusive zerando a tarifa, se necessário.
"Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Então não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional, não tem impacto em preço", defendeu.
No caso dos smartphones, o MDIC informou que a medida não atinge os aparelhos produzidos no Brasil, que representam 95% dos equipamentos no país em 2025. Apenas os outros 5% são importados.
A decisão também garantetarifa zero de imposto de importação para todo componente usado pela indústria que não seja produzido no país(ou seja, que não tenha produção nacional similar).
Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão:
Haddad defende aumento de imposto sobre importações de mais de mil produtos: 'proteger a produção nacional'
Ministro diz que medida tem objetivo regulatório e que eventuais ajustes podem ser feitos pelo governo. Alta no imposto pode chegar a 7,2 pontos percentuais.