O Governo de Goiás lançou, nesta quarta‑feira (16/9), o Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Goiás (Sima‑GO), plataforma que utiliza Inteligência Artificial (IA) para integrar dados meteorológicos, ambientais e operacionais. A ferramenta amplia a capacidade do Estado de identificar áreas de risco, acompanhar a evolução dos incêndios florestais e orientar decisões mais rápidas no enfrentamento de eventos climáticos extremos.
Na solenidade, o governador Daniel Vilela destacou que a integração de informações e órgãos é fundamental para reduzir o tempo de resposta às queimadas. “Ela tem a função de integrar não só os órgãos do Estado, mas também as informações: dados meteorológicos, ambientais e operacionais. Isso permite que tenhamos uma resposta o mais rápido possível, o que é decisivo no controle de queimadas”, afirmou.
A nova tecnologia se soma aos investimentos na estrutura de combate a incêndios, como a implantação de 17 novos postos do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, com previsão de chegar a 22 unidades até o fim do ano. Vilela também citou a contratação de brigadistas em comunidades tradicionais do Nordeste goiano, que recebem treinamento e equipamentos para atuar na prevenção e no combate aos incêndios, aliando capacitação técnica ao conhecimento local.
O lançamento do Sima‑GO ocorre em um cenário de redução dos incêndios no Estado. Dados apresentados mostraram queda de 53,67 % na área queimada entre 1º de janeiro e 14 de setembro, em comparação com o mesmo período de 2025, resultado atribuído às ações preventivas, ao reforço operacional e à integração entre os órgãos estaduais.
Para a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andrea Vulcanis, a principal contribuição do sistema é a agilidade na interpretação das informações. “A plataforma nos oferece as informações que precisamos para o combate aos incêndios e o resultado será a agilidade. Estamos com as equipes em campo, todos preparados, e a IA faz a interpretação dos dados e os entrega já interpretados com uma velocidade que o ser humano não consegue produzir”, disse.
O comandante‑geral do Corpo de Bombeiros, Washington Luiz Vaz Júnior, ressaltou que a ampliação da estrutura da corporação contribuiu para uma resposta mais rápida. No Nordeste goiano foram implantados seis postos móveis e dois fixos, região que registra influência de incêndios que avançam de estados vizinhos.
O chefe da Seção de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, Jonathan Alves Soares, explicou que o tempo necessário para reunir informações foi drasticamente reduzido. “O trabalho que antes exigia consultas em diferentes plataformas e podia levar horas passou a ser realizado em poucos segundos ou minutos. Com os dados integrados, as equipes conseguem identificar ocorrências, visualizar os maiores focos e definir rotas para uma atuação mais rápida.”