Governo abre espaço de R$ 8 bilhões para os Correios captarem novo empréstimo com garantias da União

Governo abre espaço de R$ 8 bilhões para os Correios captarem novo empréstimo com garantias da União
Integrantes do governo e da estatal não descartam possibilidade de os R$ 8 bilhões não serem captados por meio de empréstimo, e sim por aporte do Tesouro Nacional para a empresa.
O governo federal deu mais espaço para osCorreiosconseguirem captar novo empréstimo com garantias da União.A ampliação foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta feira (26).

Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo com garantias da União.No fim do ano passado, a estatal ja captou R$ 12 bilhões.

Apesar da medida do CMN,integrantes do governo e da estatal ainda não descartam a possibilidade de os R$ 8 bilhões não serem captados por meio de empréstimo, e sim por aporte, uma transferência direta do Tesouro Nacional para a empresa.

🔨 O martelo só deve ser batido, segundo pessoas que participam das discussões, no fim do primeiro semestre.

Em nota, o CMN disse que a ampliação do limite de empréstimo com garantias da União é "para assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), aprovado em 10 de dezembro de 2025".

📫 A estatal passa por uma crise sem precedentes. No acumulado de janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo dos Correios chegou a R$ 6 bilhões. O resultado de todo o ano de 2025 ainda não tem previsão de ser divulgado.

📈 Para 2026, o governo espera um aumento do déficit de R$ 9,1 bilhões.

Empréstimo de R$ 12 bilhões

Os Correios fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa da estatal em meio à crise financeira enfrentada pela empresa em dezembro.

O contrato envolve os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.

O empréstimo bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacionale faz parte do plano de reestruturação dos Correios, após cinco bancos apresentarem proposta de financiamento.

🔎Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito.

No início de dezembro, o Tesouro rejeitou uma proposta de R$ 20 bilhões que os Correios negociavam com um consórcio de bancos. O comitê aceitava uma taxa de juros de até 18% ao ano, mas a oferta apresentada previa juros de 20% ao ano.

Após a aprovação do valor de R$ 12 bilhões, o Tesouro Nacional destacou que a operação respeitou o limite de juros previsto para empréstimos com garantia da União e atendeu aos critérios exigidos para a avaliação da capacidade de pagamento de estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes.