Filho que era acorrentado e torturado pela mãe ficava exposto a vento e chuva, diz polícia

Filho que era acorrentado e torturado pela mãe ficava exposto a vento e chuva, diz polícia
Segundo a delegada Fernanda Simão, as torturas iniciaram há cerca de cinco meses, quando o homem passou a morar com a suspeita. Vítima está sob os cuidados de uma associação beneficente.
O filho de 46 anos que eraacorrentado e torturado pela mãe, de 63, dormia na área externa da casa e ficava exposto a vento e chuva emRio Verde, na região sudoeste de Goiás, segundo a Polícia Civil. Aog1, a delegada responsável pelo caso, Fernanda Simão, contou que as torturas começaram há cerca de cinco meses, quando o homem passou a morar com a suspeita.

Em nota, a Defensoria Pública informou que representou a investigada durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal, e que não comentará sobre o caso.

A mulher foi presa em flagrante na sexta-feira (15), passou por audiência de custódia no sábado (16) e permanece presa. Ela é investigada peloscrimes de tortura e maus-tratose permaneceu em silêncio durante o seu depoimento à polícia, segundo a delegada.

O caso veio à tona após uma denúncia da Secretaria Municipal de Assistência Social, que informou à polícia sobre asituação de abandono e violência extrema.

De acordo com a investigação, a vítima sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e teve amovimentação comprometida e dificuldades na fala.Em entrevista ao repórter Sylvester Carvalho, do jornalg1, a delegada contou queo homem ficava dias sem comer e beber água.

"[Uma] situação extremamente desumana, tendo a vítima passado por situações de extremo sofrimento", destacou.

Fernanda informou que mãe e filho não tinham outros familiares. Após ser resgatado, o homem está sob os cuidados de uma associação beneficente. “Ele está bem e não corre risco de vida”, disse a delegada.

De acordo com a investigação, o homem passava boa parte do tempo com braços e pernas imobilizados. A vítima apresentava marcas visíveis de contenção contínua nos pulsos e tornozelos, além de quadro de extrema fragilidade física e condições graves de falta de higiene.

Testemunhas informaram que o homem ficava vários dias sem tomar banho e recebia alimentação de maneira irregular. A polícia teve acesso a vídeos que mostram a suspeita submetendo o filho a um forte sofrimento psicológico e forçando-o a comer as próprias fezes.

De acordo com a delegada, a investigação está na fase final, onde testemunhas estão sendo ouvidas, além da realização de laudo psicológico da vítima.

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