Filho de PM da reserva está entre suspeitos de chacina em Formosa, diz polícia

Filho de PM da reserva está entre suspeitos de chacina em Formosa, diz polícia
Um irmão de consideração do ex-militar também é apontado como um dos suspeitos, segundo a investigação. Em vídeo, o policial aposentado disse que agiu em legítima defesa.
Dois parentes do policial militar da reserva, apontado como suspeito dachacina que matou quatro pessoasem Formosa, no Entorno do Distrito Federal, também são investigados pelo crime, segundo a Polícia Civil. As vítimas tinham ido até a porta da casa do ex-policialcobrar uma dívida de R$ 250 mil, contraída pelo filho dele após a compra de um caminhão, quando foram baleadas.

Conforme apurado pela TV Anhanguera, os três suspeitos se apresentaram na delegacia na madrugada desta quinta-feira (12), ondeprestaram depoimento e foram liberados.

Em um vídeo, o o militar aposentado, identificado como Matusalém, afirmou queagiu em legítima defesa. "O fato que aconteceu ali não era para ter acontecido dessa maneira, mas quando o meu filho ligou desesperado falando que o pessoal de São Paulo tinha seguido o Rodrigo, estavam perseguindo e deram disparos, aí eu já fiquei desesperado com o meu filho", relatou.

Em seu relato, o suspeito afirmou ainda que, na casa, estavam ele, o filho e um irmão de consideração. "Os caras já chegaram atrás. De dentro da caminhonete já saiu o disparo. Quebrou o vidro, aí o que acontece? Eu revidei", destacou.

Og1não conseguiu localizar a defesa dos outros envolvidos até a última atualização desta reportagem.

As vítimas chegaram ao local no bairro Parque Lago, em Formosa, em uma caminhonete. Um vídeo gravado por câmeras de segurança mostra o momento em que os tiros foram disparados(veja acima). Segundo a Polícia Militar, dois corpos foram encontrados dentro do veículo e outros dois caídos na rua.

De acordo com o delegado José Antônio Sena, a dívida seria referente à compra de um caminhão do tipo prancha. O investigador afirmou ainda que há suspeita de que as vítimas também realizassem empréstimos de dinheiro e atuassem como agiotas.

"As inteligências da Polícia Civil e Polícia Militar têm informações de que eles também mexiam com agiotagem, mas, de antemão, o fato refere-se a esta dívida de R$ 250 mil", disse aog1.

Quem são as vítimas?

De acordo com a Polícia Civil, duas das vítimas são moradoras de São Paulo e pertencem a uma comunidade cigana, enquanto as outras duas são de São João d’Aliança, na região nordeste de Goiás. Segundo a prefeitura do município,Gustavo Fernandes Graças foi secretário municipal de Transportes.

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