Estudantes iranianos iniciaram uma nova onda de protestos contra o regime Khamenei, com manifestações em diversas universidades noIrãdurante o final de semana.
Os protestos iniciaram no sábado e ocorreram também no domingo, e levaram a confrontos em várias universidades iranianas, segundo agências de notícias iranianas e publicações nas redes sociais. Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, se há mortos, feridos ou presos decorrentes dessas manifestações.
A nova onda de protestos ocorre pouco mais de um mês após o regime do aiatoláAli Khameneimatar milhares de manifestantes para reprimir amplas manifestações que eclodiram nas ruas de todo o país.Ao menos 6.100 pessoas foram mortas pelas forças de segurança, segundo ONGs, porém estima-se que o número possa ser ainda maior.
Desta vez, os novos protestos ocorrem sob a vigia dos navios de guerra dos EUA, que estão no Oriente Médio com o território iraniano em seu alcance.O presidente dos EUA,Donald Trump, forçou negociações nucleares com oIrãe ameaça atacar o país caso as tratativas diplomáticas fracassem.
EmTeerã, estudantes contra e a favor do regime Khamenei entraram em confronto na Universidade de Tecnologia Amirkabir no domingo, segundo vídeos que circulam nas redes sociais verificados pela agência de notícias AFP.
A TV estatal iraniana transmitiu vídeos do que disse serindivíduos “que fingiam ser estudantes”atacando estudantes a favor do governo emTeerã. Segundo o regime Khamenei, estudantes pró-governo teriam sido feridos por pedras atiradas por manifestantes contrários.
Protestos também ocorreram em universidades em Mashhad, no nordeste, de acordo com vídeos publicados pelo grupo de direitos humanos HRANA, com sede nosEstados Unidos, que afirmou que a intervenção das forças de segurança nos protestos causou ferimentos.
No sábado, um vídeo supostamente mostrava fileiras de manifestantes na Universidade de Tecnologia Sharif, emTeerã, chamando o líder supremo aiatoláAli Khameneide um “líder assassino” e pedindo que Reza Pahlavi, filho exilado do xá derrubado doIrã, seja o novo monarca.
Os recentes protestos, que começaram em dezembro devido às dificuldades econômicas e rapidamente se tornaram políticos, foram reprimidos na mais violenta repressão desde a Revolução Islâmica de 1979.
Estados UnidoseIrãvivem uma escalada de tensões em meio a negociações para limitar o programa nuclear iraniano. Na última quinta-feira (19), o presidenteDonald Trumpvoltou a ameaçar um ataque eafirmou que “coisas muito ruins” vão acontecer com o Irãse um acordo não for concluído. Na sexta (20), ele confirmou que está considerando atacar o país.
▶️ Contexto: A crise ganhou força em janeiro, quando Trump ameaçou atacar oIrãapós a repressão a manifestantes que protestavam contra o governo. Com o enfraquecimento dos atos, o presidente norte-americano passou a focar no programa nuclear iraniano.
👉 Veja no infográfico a seguir onde ficam as embarcações e em quais locais há soldados norte-americanos.
Estudantes do Irã iniciam nova onda de protestos contra o governo Khamenei
Estudantes realizaram protestos em universidades pelo Irã durante o fim de semana pouco mais de um mês após o regime Khamenei matar milhares de manifestantes. Desta vez, navios de guerra dos EUA estão próximos do país do Oriente Médio.