Estudante que devolveu PIX de R$ 200 mil está em busca de trabalho

Estudante que devolveu PIX de R$ 200 mil está em busca de trabalho
Leandro Pinheiro veio para Goiânia em busca do sonho de cursar enfermagem. Jovem recebeu PIX por engano quando um empresário fez uma transferência durante negociação.
O estudanteLeandro Pinheiro, de 25 anos, que devolveu um PIX de R$ 200 mil, está em busca de trabalho. Ele contou aog1que mora emGoiâniahá cerca de um ano e vive de um seguro-desemprego. Leandro recebeu o valor por engano de um empresário eganhou R$ 1 mil como recompensa pela devolução do dinheiro.

"Eu estou em Goiânia vivendo no momento de seguro-desemprego e pagando a mensalidade do meu curso técnico de enfermagem", contou ao repórter Vinícius Moraes.

Leandro contou ainda que pretende se aperfeiçoar na profissão que está cursando, com oportunidades de um emprego melhor e bem-sucedido. Ele explicou que veio para Goiânia, onde também vive um irmão,em busca do sonho de cursar enfermagem.

Segundo Leandro, no dia 16 de janeiro, ele recebeu um PIX no valor de R$ 200 mil em uma conta que ele não usava mais. Em seguida, o empresário que fez o depósito ligou para ele informando do erro e pedindo a devolução. Segundo ele, o homem comprou uma carreta de bovinos e ficou desesperado quando percebeu o erro na transferência.

“Eu acalmei ele, falei para ele ter paciência que, se estivesse na minha conta, seria devolvido. Aí ele manteve mais a calma”, afirmou.

Por causa do valor alto da transação, a conta do Leandro foi bloqueada, mas ele conta que entrou em contato com o banco e pediu que o valor fosse estornado ao empresário.

Em gratidão pela honestidade do jovem, o empresário pagou uma recompensa de R$ 1 mil. Em mensagem enviada ao jovem, ele agradeceu e fez uma reflexão:

“Dinheiro vem e dinheiro vai... Valores e honestidade não têm preço que pague”, escreveu.

Leandro é natural deSanta Inês, no Maranhão, e morou no Mato Grosso antes de chegar em Goiânia, onde mora há cerca de um ano. Segundo ele, a família é humilde e já trabalhou como lavrador e na coleta de coco-babaçu.

“A gente sobrevivia com uma renda muito baixa como lavradores, caçando coco-babaçu, de onde tirávamos o leite e fazíamos o carvão. Quando lembro, até me dá emoção por ser uma história bem humilde”, destacou.

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