Estagiária de direito denuncia secretário de Defesa Social de Guapó por assédio sexual após ele a colocar contra a parede e pedir beijo

Estagiária de direito denuncia secretário de Defesa Social de Guapó por assédio sexual após ele a colocar contra a parede e pedir beijo
Jovem relatou que importunações começaram há 2 meses. Secretário foi afastado de suas funções pela prefeitura.
O secretário de Defesa Social deGuapó, Hylario de Carvalho Mota, de 49 anos, foi denunciado por uma estagiária de direito, de 20, por assédio sexual, segundo a Polícia Civil. À TV Anhanguera, a jovem contou que o suspeito tentou pressioná-la contra uma parede e pediu para beijá-la, enquanto segurava ela.

Em nota, a Prefeitura de Guapó informou que foi aberto um procedimento administrativo para apurar o caso e que Hylario foi afastado de suas funções. O município também pontuou que busca combater os casos de assédio, violência ou discriminação no serviço público(leia a nota completa ao final do texto).

Og1não conseguiu contato com a defesa do secretário. À TV Anhanguera, Hylario afirmou que, como o processo corre em segredo de justiça, não irá se manifestar sobre o ocorrido.

O caso foi denunciado no dia 7 de agosto. De acordo com a jovem, as importunações começaram há cerca de dois meses. Ela contou que Hylario buscava aproximação, sentando perto da mesa dela e tentando abraçá-la. Até que no dia 31 de julho, teria acontecido o fato mais grave, após o secretário ter dito que queria ensiná-la um golpe conhecido como "mata-leão".

"Ele falou: 'Vem cá que eu te mostro'. Eu falei: 'Não precisa'. Aí ele chegou e passou o braço. Eu disse: 'Não, tá bom, pode parar, para'. Foi quando ele me virou, segurando no meu braço, segurou meu corpo contra o dele, querendo colocar meu corpo contra a parede", afirmou.

A jovem contou que o secretário teria segurado ela na cintura e na nuca e pedido um beijo. Ela contou que pediu diversas vezes que ele parasse, até que ela conseguiu empurrar o secretário.

Depois disso, a jovem contou que o secretário começou a pedir desculpas pelo ocorrido."[Ele] me deu um abraço sem a minha permissão e eu fiquei paralisada", afirmou.

Segundo apurado pela reportagem da TV, a jovem contou a situação à mãe dela, mas decidiu não denunciar inicialmente, pois precisava do salário pago pelo estágio. Mas, ainda com medo, ela não conseguiu voltar ao trabalho e resolveu fazer a denúncia.

Uma medida protetiva foi solicitada pela polícia ao Tribunal de Justiça de Goiás, mas o pedido foi negado pelo órgão, que considerou não haver relação íntima, doméstica ou familiar entre os envolvidos. Apesar disso, ajuíza responsável pela ação optou por aplicar uma medida cautelar que proíbe Hylário de manter contato com a jovem.

A Polícia Civil informou aog1que está investigando o caso e que o inquérito está em estágio avançado, devendo ser concluído até o final deste mês de agosto. De acordo com a corporação, o secretário é investigado por importunação e assédio sexual.

Após o ocorrido, a jovem disse que pediu desligamento do cargo na prefeitura. Ela diz que tem sofrido com pesadelos sobre o ocorrido e enfrenta julgamentos ao andar pelas ruas da cidade.

"Já escutei que eu estou destruindo uma família. É como se nada tivesse acontecido, e só eu tivesse sofrendo", afirmou.

Nota da Prefeitura de Guapó

A Prefeitura Municipal de Guapó, diante de relatos e matérias veiculadas sobre suposta conduta inadequada atribuída a agente público municipal nas dependências da Administração, vem a público esclarecer que, em estrita observância ao Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Guapó, foi determinada a imediata instauração do devido procedimento administrativo (sindicância/processo disciplinar) para a apuração rigorosa, isenta e imparcial do ocorrido.

O processo assegurará a colheita de depoimentos, a preservação de provas, o contraditório e a ampla defesa. Por envolver a intimidade das partes, o procedimento tramita sob o sigilo resguardado por lei.

A Prefeitura de Guapó reitera seu compromisso inarredável com o combate a qualquer forma de assédio, violência ou discriminação no serviço público, prezando sempre pela legalidade, transparência e respeito à dignidade humana. Por fim, reforça que esta Gestão sempre esteve e permanece à disposição das autoridades externas, pautando-se pelo princípio da plena cooperação institucional."

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