Essa pessoa ficou mais interessante ou é seu período fértil? O que a ciência explica

Essa pessoa ficou mais interessante ou é seu período fértil? O que a ciência explica
Período fértil pode aumentar a libido por mudanças hormonais, mas especialistas explicam que desejo feminino não é "cálculo matemático".
Quando acontece o período fértil da mulher?Essa é uma das perguntas mais feitas ao Google em 2025. Entender quando essa fase acontece é importante para saber quando há mais chance de engravidar (ou de evitar a gravides), mas também para saber que nessa fase a mulher pode ter mais vontade de transar --e isso tem uma explicação hormonal.

(Essa reportagem faz parte de uma série que vai responder as perguntas mais feitas ao Google em saúde em 2025. A primeira reportagem explica sobre a contagem de proteína nos alimentos)

O período fértil é a fase do ciclo menstrual em que a mulher tem mais chance de engravidar.Ele acontece quando o ovário libera um óvulo, que pode ser fecundado por um espermatozoide. Em geral, isso ocorre no meio do ciclo menstrual, mas não é uma conta exata.

🫦 Para isso acontecer, o corpo aumenta a produção de estradiol, um tipo de estrogênio.Por consequência, isso pode aumentar a libido feminina.

🔴 Ou seja, pode ser que essa pessoa com quem você está conversando não tenha ficado mais interessante do nada. Você é que está numa fase do ciclo que olha diferente para ela.

➡️ Mas, calma que não é só isso.A sexualidade feminina não é uma conta matemática.Mesmo com a mudança hormonal, a vontade de fazer sexo também depende de fatores externos como stress, como está a relação.

Como identificar e o que acontece no corpo?

Segundo ginecologistas, o período fértil está ligado à ovulação, momento em que o ovário libera um óvulo que pode ser fecundado por um espermatozoide.

O espermatozoide pode sobreviver por alguns dias no corpo feminino, enquanto o óvulo permanece viável por cerca de 24 horas após a ovulação.Por isso, a janela fértil não se resume a um único dia, mas a um intervalo de alguns dias ao redor desse momento.

🔴Mas essa é uma estimativa.Mesmo mulheres com ciclos regulares podem ovular mais cedo ou mais tarde, e fatores como estresse, doenças, alterações hormonais e mudanças na rotina podem interferir no momento da ovulação.

Nos dias que antecedem a ovulação, o corpo feminino passa por alterações hormonais importantes ehá um aumento no índice de estradiol, que é produzido nos ovários.

O médico ginecologista Marcelo Steiner explica que esse hormônio influencia no muco cervical, para facilitar a passagem de espermatozóides, e também acaba aumentando a lubrificação vaginal e o desejo sexual.

Para além da complexidade que pode ser a sexualidade feminina,nem toda mulher pode passar por esse ciclo. Quem usa as pílulas anticoncepcionais combinadas, ou seja, que têm estrogênio + progestagênio, não passa pela ovulação. Neste caso, não existe essa oscilação e, consequentemente, o possível ganho na libido.

🔴 Os médicos, no entanto, alertam que isso não quer dizer que as pílulas não inibem a libido.

Evitar o período fértil funciona como método contraceptivo?

Usar o período fértil como direção para evitar a gravidez é a definição da antiga ‘tabelinha’. Os médicos explicam que justamente pelo corpo feminino não ser como uma matemática,esse não é o método contraceptivo mais eficaz.

O problema é que a ovulação é difícil de prever com exatidão.Mesmo mulheres com ciclos considerados regulares podem apresentar variações de um mês para o outro.

Para acompanhar essa mudança, é necessário medir a temperatura todos os dias, sempre no mesmo horário, do mesmo jeito.

Ou seja, quando não há desejo de engravidar, especialistas recomendamnão confiar apenas na identificação do período fértil.

Tocofobia: o pânico de engravidar

Um dos pontos que os médicos apontam que podem levar mulheres a buscarem informações sobre o período fértil é o medo de engravidar.

➡️ Segundo ginecologistas e psicólogos, é comum que mulheres que não queiram engravidar sintam algum medo, mesmo usando proteção. Até porque não existe um método que garanta 100% de segurança.

No entanto, há situações em que isso se torna patológico e afeta o dia a dia, a vida sexual, o relacionamento e a saúde dessas mulheres.É o que os especialistas apontam como a tocofobia.

🔎 A tocofobia foi reconhecida formalmente em janeiro de 2000, quando o renomado British Journal of Psychiatry (Periódico Britânico de Psiquiatria), da Universidade de Cambridge, publicou um estudo relatando casos do transtorno.

Hoje, a doença faz parte do quadro de transtorno de ansiedade e é classificada como uma fobia específica, como é o caso da claustrofobia (medo de ambientes fechados), por exemplo.

Os especialistas listam alguns sinais que podem ser um alerta para procurar ajuda profissional:

Em todos esses casos, a indicação é conversar com psicólogo para o acompanhamento e uma conversa sobre contracepção com o ginecologista.