Engenheiro é investigado por dever mais de 7 meses de serviço e ainda pedir aumento, em Baliza

Engenheiro é investigado por dever mais de 7 meses de serviço e ainda pedir aumento, em Baliza
Servidor faltou o equivalente a 150 dias úteis e acumulou mais de R$ 24 mil em pagamentos indevidos. Além disso, ele ainda exigiu que o salário passasse de R$ 3,4 mil para quase R$ 11 mil.
Um engenheiro civil é investigado pela Prefeitura deBaliza, no sudoeste do estado, por dever mais de sete meses de serviço e ainda ter pedido aumento de salário. Segundo a administração municipal, Reginaldo Gonçalves Leão Filho acumulou 1.200 horas de ausência no trabalho e foi afastado de forma cautelar. A folha de ponto anexada ao documento do Ministério Público (MP) mostra que não houve registros de presença entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026.

Og1entrou em contato com a defesa de Reginaldo Gonçalves Leão Filho, pediu nota e encaminhou questionamentos sobre o caso, mas até a última atualização da matéria não teve retorno.

De acordo com a investigação, considerando a jornada de oito horas diárias, as faltas somam o equivalente a 150 dias úteis (desconsiderando sábados e domingos). Ainda segundo os documentos do MP e o portal da transparência do município, o salário pago ao servidor era de R$ 3.434,57 — o que totaliza mais de R$ 24 mil recebidos durante o período de ausência.

Segundo a prefeitura, o servidor responde a um processo administrativo disciplinar (PAD). Ele chegou a ser afastado das funções de forma preventiva e retornou ao trabalho no dia 8 de setembro.

Os documentos mostram também que, cerca de três meses depois de assumir o cargo, o engenheiro pediu um reajuste salarial para que sua remuneração passasse para R$ 10.908, alegando o cumprimento do piso profissional de engenheiro civil para uma jornada de 40 horas semanais.

De acordo com o advogado da Prefeitura de Baliza, Rafael Rabaioli, o município verificou se a ausência de registros era uma falha no sistema ou se, de fato, o servidor não comparecia ao local. Segundo ele relatou à TV Anhanguera, ficou comprovado que o engenheiro não ia à prefeitura e que sequer possuía cadastro para registrar o ponto eletrônico.

"O município verificou após a denúncia que havia de fato esse problema de não ter tido os registros de ponto, então foi verificado se era um problema de sistema ou se de fato o servidor não comparecia à prefeitura, e ficou demonstrado que não comparecia", afirmou.

A Prefeitura de Baliza publicou uma nota esclarecendo que investiga o caso em três frentes:

Outras investigações

Ainda segundo os documentos, a prefeitura vai apurar um suposto ato de improbidade administrativa contra o engenheiro civil por conta de duas obras de reforma em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Baliza. Segundo a investigação, ele teria recebido R$ 99.275,18, mas as estruturas estão supostamente inacabadas.

"Há outras investigações em curso, porém estas não fazem parte do processo administrativo disciplinar. Com relação à sala de raio-X e à UBS, que foram obras supostamente inacabadas e que foram pagas, neste período o servidor exerceu o cargo de engenheiro contratado por meio de sua empresa e assim supostamente teria atestado estas obras, o que ensejou os pagamentos", esclareceu Rafael Rabaioli.

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