Empresário escapou de ataque com granada por causa de falha técnica, diz delegado

Empresário escapou de ataque com granada por causa de falha técnica, diz delegado
Delegado explicou que drone tinha suporte à granada, que deveria se soltar do explosivo ao tocar no chão. Ainda segundo a polícia, os criminosos fizeram duas tentativas de ataque.
Oataque com uma granada presa a um drone feito contra um empresárioemItaberaí, no noroeste de Goiás, não aconteceu por conta de uma falha técnica, segundo a Polícia Civil. De acordo com o delegado Ricardo Ramos, o explosivo não chegou a tocar o chão e, por isso, não foi ativado.

Og1não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos.

Durante coletiva de imprensa, Ricardo explicou que o drone contava com um suporte para a granada, que deveria se soltar do explosivo ao tocar no chão, algo que não aconteceu.

“Ao atingir o chão, o suporte soltaria da granada e ela, sem aquela pressão, poderia realizar a explosão. Mas houve algum erro de execução e o drone acabou caindo em cima do telhado da casa da vítima”, contou André.

Após a falha na execução do plano, os criminosos fizeram uma tentativa de resgatar o equipamento anterior, mas também não tiveram sucesso. O delegado contou que eles utilizaram um segundo drone com gancho para tentar resgatar o primeiro, mas ele também caiu por não suportar o peso.

De acordo com a polícia, os criminosos fizeram duas tentativas de ataque entre os dias 15 e 17, e o crime teria sido motivado por uma dívida agrícola estimada em R$ 1,5 milhão.

Três suspeitos de realizar o ataque foram presos e vão responder por tentativa de homicídio qualificado, extorsão qualificada e posse de artefato explosivo de uso restrito. A Polícia Civil ainda investiga a participação de possíveis outros envolvidos no crime.

O delegado Ricardo destacou que acredita que o grupo estava responsável apenas por fazer a cobrança da dívida, e que ainda trabalha para identificar o possível mandante do crime.

Segundo a investigação, o empresário atua na produção agrícola em Itaberaí e adquiriu sementes de milho por meio de um intermediário. Após uma colheita abaixo do esperado, ele pediu mais prazo para quitar a dívida, o que teria provocado uma escalada de ameaças.

Inicialmente, as intimidações foram verbais e veladas. Com o tempo, passaram a ser diretas e culminaram no atentado com explosivos. Mesmo após a tentativa frustrada, os criminososenviaram mensagens irônicas como perguntando se a vítima teria "gostado do presente", de acordo com a polícia.

A Polícia Civil identificou que o grupo é oriundo de Primavera do Leste (MT) e atua em várias regiões do país com extorsões e cobranças violentas. Três homens foram presos.

Para dificultar a identificação, os suspeitos usavam perfis falsos em redes sociais, com imagens geradas por inteligência artificial, além de números de telefone registrados em CPFs de terceiros.

As prisões aconteceram em Mato Grosso e foram antecipadas por causa do risco iminente de um novo ataque. Dois suspeitos foram presos dentro de um veículo e o terceiro em Primavera do Leste.

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