Empresa de outro estudo buscado por Lito se manifesta e diz que pesquisa não recruta mais participantes

Empresa de outro estudo buscado por Lito se manifesta e diz que pesquisa não recruta mais participantes
Ionis afirma que o ION717 não pode ser oferecido fora da pesquisa e que segurança e eficácia ainda não foram comprovadas. Mais cedo, o Broad Institute, centro de pesquisa ligado a Harvard e ao MIT, afirmou estar em contato com a equipe de Lito e que tentaria ajudar.
AIonis Pharmaceuticals, empresa responsável por uma das pesquisas procuradas pela família de Lito Sousa, informou nesta terça-feira (25) que o estudo com oION717não está mais recrutando participantes.

O medicamento ainda está em testes paradoenças priônicas, grupo que inclui adoença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), diagnosticada no piloto e influenciador.

🧠 ENTENDA:Essas doenças são causadas pelo acúmulo de proteínas príon anormais no cérebro, que danificam os neurônios.

O estudo erauma das duas possibilidadesbuscadas pela família de Lito nos Estados Unidos diante da rápida progressão da doença.

Em uma publicação nas redes sociais, a farmacêutica afirmou quereconhece a urgênciarelatada por Lito e seus familiares, mas que nãocomenta publicamente casos individuais.

Segundo a empresa, a situação está sendo tratada deforma privada, de acordo com seus procedimentos médicos e regulatórios.

“O estudo não está mais recrutando participantes. A segurança e a eficácia do ION717 ainda não foram estabelecidas”, afirmou a empresa.

➡️ Isso significa que, neste momento, não é possível entrar no grupo de voluntários que recebe o medicamento dentro dessa pesquisa.

A empresa também afirmou que o ION717 não está disponível por meio de umprograma de acesso expandido.

Esse tipo de mecanismo pode permitir, em determinadas situações, que pacientes comdoenças gravestenham acesso a um medicamento ainda experimental mesmo sem participar do estudo clínico.

No caso do ION717, porém, essa possibilidade não está disponível atualmente, segundo a farmacêutica.

O medicamento está sendo testado pela primeira vez em pessoas com doenças priônicas. Como a pesquisa ainda está em uma fase inicial, os cientistas buscam entender principalmentese a substância é segura, como é tolerada pelos pacientes e como age no organismo.

A resposta da empresa, contudo, trata apenas dessa pesquisa. A família de Lito também tenta acesso ao PRiSM, estudo conduzido pelo Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT.

Nesta última terça-feira (25), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a pasta formalizou um pedido para incluir Lito na fase inicial doPRiSM.

Segundo ele, os responsáveis pela pesquisa informaram que o influenciador foi colocado na lista para atriagem.

➡️ Até agora, porém, Litonão conseguiu uma vagapara receber os medicamentos em teste.

A família de Lito vinha tentando contato com os responsáveis pelos dois estudos diante darápida evolução da doença.

No domingo (23), a empresária Mila Seidl, esposa do influenciador, contou que havia procurado o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para pedir apoio.

Nesta terça-feira, ela afirmou também ter buscado ajuda doItamaraty.

Um dos caminhos avaliados pela família era também o ION717, estudo mais avançado conduzido pelaIonis Pharmaceuticals. A pesquisa, porém, já estava fechada para a entrada de novos voluntários.

Também nesta terça, o Broad Institute se manifestou publicamente sobre o caso.

Em uma publicação no Instagram, o instituto afirmou que estava em contato com a equipe de Lito para avaliar as possibilidades.

“Não sabemos se podemos ajudar, mas vamos tentar.”

No mesmo post, o perfil de Lito respondeu o instituto e afirmou que a opção oferecida foi a "participação no estudo no grupo de observação, sem receber a medicação" e que a família ainda aguardava a possibilidade de ele passar, de fato, pelo tratamento experimental.