Diretora do FMI diz que economia global está sendo 'testada mais uma vez' pela guerra no Oriente Médio

Diretora do FMI diz que economia global está sendo 'testada mais uma vez' pela guerra no Oriente Médio
O conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no sexto dia nesta quinta-feira (5). Ataques pressionam o preço do petróleo e a cotação do dólar no Brasil.
A economia global está "sendo testada mais uma vez" pela guerra no Oriente Médio, afirmou a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, nesta quinta-feira, em Bangkok.

"Vivemos em um mundo onde os choques são mais frequentes e mais inesperados, e temos alertado nossos membros há algum tempo que a incerteza agora é a nova normalidade", disse ela em uma conferência sobre a Ásia em 2050.

O conflito começou após bombardeios dos EUA e de Israel em Teerã que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades iranianas de alto escalão no sábado (28). Desde então, o Irã tem retaliado contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas.

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no sexto dia nesta quinta-feira (5). Nesta quarta (4), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assumiu a autoria de um ataque de submarino contra um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka.

A ação deixou 87 mortos e 32 feridos e é considerada histórica: foi uma das poucas vezes em que um submarino afundou um navio desde a Segunda Guerra Mundial.

Hegseth também disse, em coletiva de imprensa, que os EUA estão "vencendo a guerra" e que as forças americanas detêm o controle absoluto neste quinto dia de conflito. O Pentágono prometeu ainda novas ondas de bombardeios.

"A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico. Eles estão acabados e sabem disso", afirmou o secretário.

Impactos na economia

A escalada de tensões e a eclosão da guerra no Oriente Médio, com o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e a propagação do conflito a países vizinhos, como o Líbano, pressionam o preço do petróleo e a cotação do dólar no Brasil.

Segundo economistas, essa "mudança de preços relativos" de ativos (petróleo e dólar), no jargão da economia, pode contaminar não somente os preços correntes, mas também as projeções do mercado e da autoridade monetária para a inflação neste e nos próximos anos.