Após disputar sua estreia na Copa do Mundo em Los Angeles, a seleção doIrãenfrentoudificuldades para manter o elenco junto devido a problemas com as autoridades de imigração americanas, informaram as agências iranianas Isna e Fars nesta terça-feira (16). Durante a competição, o time ficará hospedado noMéxico.
Aseleção iraniana empatou em 2 a 2 com a Nova Zelândia na noite desta segunda-feira (15).
O caso mais complexo envolve o atacante Mehdi Torabi. Ao contrário do restante do grupo, que recebeu vistos de múltiplas entradas para o território americano, o documento emitido para Torabi tinha validade de entrada única.
Segundo as agências, aFederação Iraniana de Futebol iniciou os trâmites legais para tentar emitir uma nova autorização e garantir que o atleta possa acompanhar a equipe nos próximos jogos.
No momento em que a delegação se preparava para deixar Los Angeles com destino a Tijuana, no México, o atacante Mehdi Taremi e o membro da comissão técnica Saeid Alhouei foram retidos no aeroporto.
Enquanto o restante do elenco já havia embarcado, a dupla enfrentou um "atraso injustificado" nos procedimentos finais de checagem e liberação da imigração, noticiaram as agências iranianas, dizendo que representantes da federação e autoridades locais estavam em negociações no aeroporto.
Até a publicação desta matéria, não haviam informações confirmando o embarque do atacante.
Equipe 'mais oprimida' da Copa
Antes mesmo disso, o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, já haviareclamado da logística de viajar logo após a partidae afirmou que sua equipe estava sendo “oprimida”.
Ghalenoei, de 62 anos, disse que eles passaram por mais contratempos, já que o time esperava passar a noite de segunda-feira em Los Angeles, masacabou sendo obrigado a retornar imediatamente ao México. Ele não disse quem impôs a restrição.
“Devíamos ficar aqui esta noite para nos recuperarmos e voltar amanhã na hora do almoço, mas eles não nos permitiram. Para ser sincero, não faço ideia do porquê. Acho que talvez nossa equipe seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo", disse.
Procurados pela agência de notícias Reuters para comentar as declarações, o Departamento de Estado dos EUA e a Fifa não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
Ainda no estádio, o atacante iraniano Mehdi Taremi disse que as restrições estavam impedindo a equipe de dar o seu melhor no torneio:
“Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol. Acho que a Fifa precisa nos ajudar mais do que isso. É muito ruim e afeta nossa equipe, e nós só queremos paz".
Os EUA já haviam comunicado que a seleção não poderia se manter no país durante toda a Copa. De acordo com o embaixador iraniano no México, o visto concedido aos 26 jogadores permite apenas a entrada temporária nosEstados Unidospara treinamentos e partidas.
A delegação chegou no dia 7 de junho a Tijuana, no México, onde ficará concentrada durante a primeira fase da competição.
Inicialmente, a equipe planejava se hospedar em Tucson, no Arizona, já que disputará seus três primeiros jogos nos Estados Unidos. No entanto, a guerra que começou após bombardeios coordenados por forças americanas e israelenses contra o Irã alterou toda a logística da seleção.
No dia 9 de junho, dois dias antes do começo da Copa,a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) anunciou que sua cota de ingressos para a competição foi retirada pelos Estados Unidos.
A decisão deixou os torcedores que já haviam feito planos de viagem impossibilitados de assistir às partidas da seleção iraniana.
Delegação do Irã enfrenta problemas para sair dos EUA após primeira partida na Copa do Mundo
Atacante Mehdi Torabi está com o visto vencido e foi impedido de embarcar, dizem agências iranianas. Antes mesmo do problema no aeroporto, técnico da equipe reclamou da logística de viajar logo após o jogo e disse que a equipe está sendo 'oprimida'.