De espiga à pamonha: Capela do Alto mantém tradição e renda com cultivo de milho

De espiga à pamonha: Capela do Alto mantém tradição e renda com cultivo de milho
Além de marcar presença na culinária brasileira, o milho também faz parte do dia a dia dos moradores de Capela do Alto (SP), considerada a capital do milho verde, e movimenta a economia da cidade.
Ele está presente na mesa dos brasileiros há muito tempo e também garante o sustento de muitas famílias. Seja ainda como milho verde ou já seco, ele movimenta tradições, gera renda e impulsiona a economia emCapela do Alto(SP), conhecida como a capital do milho.

Depois da colheita, o trabalho continua. Antes de chegar ao consumidor, o milho passa por um processo cuidadoso de seleção e preparo. É nesse momento que a qualidade do produto começa a ser definida. Na propriedade do produtor rural Valdir Marcos Leonor, o cuidado é manual e envolve toda a família.

Toneladas de milho são limpas e organizadas para a venda, principalmente para a região deSorocaba(SP). O controle de qualidade é rigoroso. Apenas as espigas consideradas ideais seguem para comercialização.

Além do trabalho no campo, o milho também reúne a família. Aos 71 anos, a aposentada Geni Becca mantém a tradição de preparar refeições à base do alimento sempre que todos se encontram. Pratos como sopa, pamonha e cural fazem parte da rotina e reforçam a relação afetiva com a produção.

Valdir é um dos mais de 70 produtores da cidade. Juntos, eles cultivam cerca de mil hectares de milho, com uma produção anual que chega a aproximadamente 15 mil toneladas. A atividade movimenta cerca de R$ 13 milhões por ano na economia local.

Mas o milho vai além da produção agrícola, ele também é símbolo cultural. Há quase 40 anos, a cidade realiza a tradicionalFesta do Milho Verde, evento que reúne milhares de visitantes e valoriza o trabalho dos produtores.

Durante a festa, o alimento ganha diferentes formas. Desde o milho cozido com manteiga até receitas como bolo, cural e pamonha com leite condensado. Para muitos produtores, o evento representa uma importante fonte de renda extra.

É o caso da produtora Sandriele Karine Simões, que trabalha há cerca de dez anos com o milho e vê na festa uma oportunidade de ampliar os ganhos. Já a empresária Ana Paula Santos apostou na criatividade e desenvolveu um cardápio artesanal com o ingrediente como base, incluindo pães e lanches.

Veja a reportagem exibida no programa em 19/04/2026:

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