A corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, foi encontrada morta após 42 dias de desaparecimento. O síndico do prédio onde a corretora moravaconfessou o crime e indicou para a políciaonde abandonou o corpo, em uma área de mata, emIpameri, no sul de Goiás. Ele e o filho foram presos. Segundo a polícia, oporteiro foi levado à delegaciapara depor, mas não é suspeito do crime.
Og1entrou em contato com a defesa dos envolvidos, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Daiane desapareceu nodia 17 de dezembro do ano passado, quando foi vista pela última vez indo ao elevador e descendo ao subsolo. A corretora e o síndico tinham umhistórico de brigas e denúnciasque envolviam perseguição, interrupções de energia e agressão.
Veja abaixo o que o síndico, o filho dele e o porteiro do prédio disseram à polícia:
Síndico: discussão acalorada
Em depoimento, Cleber disse ter tido umabriga com Daiane no subsolo do prédioapós ela sair do elevador filmando alguns padrões de energia. O síndico contou que a discussão foi acalorada e que ele acabou cometendo o crime. Ele é investigado por homicídio e ocultação de cadáver.
O delegado André Luiz explicou que a motivação do crime pode ter sido os conflitos entre Daiane e Cleber, envolvendo principalmente a administração de seis apartamentos no prédio onde a corretora desapareceu.
Segundo a Polícia Civil, o local onde ficam os disjuntores de energia é um ponto cego das câmeras de segurança. A polícia informou que Clebermatou Daiane e usou as escadas para não ser filmado. O síndico não deu mais detalhes de como matou a vítima.
Filho atrapalhou a investigação
Segundo a Polícia Civil, o filho Maicon Douglas de Oliveira foi presosuspeito de atrapalhar as investigações. Em entrevista do delegado André Luiz à TV Anhanguera, a prisão aconteceu para que a polícia investigue se essa participação já acontecia desde a prática do homicídio ou se só aconteceu após o crime.
O delegado informou que Maicon deu um celular novo ao pai, o que poderia ser uma forma de tentar ocultar provas em uma possível apreensão do aparelho. A investigação apontou que o crime ocorreu no subsolo do condomínio, em um ponto sem cobertura de câmeras.
Porteiro: divergências na troca de turno
Durante a investigação, ofuncionário foi ouvido para esclarecer algumas divergênciasnos relatos sobre a troca de turno da portaria. A troca aconteceu no mesmo horário do desaparecimento de Daiane.
A polícia destacou que não há indícios de envolvimento dele no assassinato ou na ocultação do corpo. O porteiro aparece no inquérito apenas como testemunha. Após o depoimento, o funcionário foi liberado.
Segundo a polícia, a investigação segue apurando a conduta do síndico apontado como o autor do crime e do filho dele, suspeito de ter auxiliado o pai após o homicídio.
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Porteiro foi levado para depor, mas não é suspeito. Cleber Rosa de Oliveira confessou o crime e foi preso na quarta-feira (28).