O corpo da empresáriaAndreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após cirurgia plásticaemGoiânia, foiexumado nesta sexta-feira (28) para a realização de perícias. Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado Wladimir Freire afirmou que aPolícia Civilinvestiga possíveis indícios dehomicídio culposo.
À TV Anhanguera, a assessoria do médico Lessandro Martins informou que foram enviados assistentes técnicos para acompanhar a exumação. Em nota aog1, o Hospital Ankar, onde Andreia foi atendida, disse que confia na perícia e nas demais diligências para o esclarecimento técnico e completo dos fatos(leia nota completa abaixo).
De acordo com o delegado, a exumação tem como objetivo central esclarecer dúvidas técnicas e determinar com precisão a real causa da morte da empresária. Andreia morreu no dia 12 de agosto. A mulher morava na Espanha há cinco anos e veio para Goiânia para realizar osonho de fazer procedimentos estéticos no rosto.
"Toda diligência que a gente produz e solicita é importante para o caso, não é uma escolha aleatória. A questão aqui é dirimir as dúvidas sobre a real causa da morte", afirmou Wladimir.
Segundo a TV Anhanguera, a família de Andréia acompanhou a exumação do corpo com um perito particular. "Nós estamos com um perito contratado pela família, é umperito de que atuou em casos muito grandes no Brasil", contou Fabio dos Santos, advogado da família.
Em entrevista à emissora, a promotora de Justiça Suzete de Oliveira Freitas disse que, a partir das informações, o órgão avaliou como necessária a abertura de uma investigação para esclarecer as circunstâncias do caso.
"O Ministério Público recebeu como notícia de fato a morte da paciente e achou pertinente a necessidade de investigação com relação aos fatos para saber se houve crime ou não, no caso homicídio culposo", explicou a promotora.
Segundo reportagem da TV Anhanguera, Andreia passou por seis procedimentos no rosto. A cirurgia durou mais de oito horas. Durante a intervenção, foramreposicionados tecidos, músculos e o queixo, além de alterada a linha do cabelo. Além disso, foram retirados excessos de pele e bolsas de gordura das pálpebras, do pescoço e da mandíbula, e a paciente recebeu aplicação de células-tronco do próprio corpo.
Após a cirurgia, a empresária foi levada para o quarto do hospital, onde a irmã notou os primeiros sinais de alerta. "Ela estava com alíngua muito inchada, ela não conseguia fechar a boca", afirmou Djiane Vieira.
A irmã relatou que chegou a chamar a atenção da equipe médica sobre o estado de saúde de Andreia. Cerca de seis horas após o procedimento, o quadro se agravou. Apósduas horas de tentativas de reanimação, a morte da paciente foi confirmada. O laudo assinado pela equipe médica indicou trombose aguda e infarto pulmonar.
"O hospital não tinha UTI e ele [o médico] dizia que tinha. Se você entrar nas redes sociais, eles falam que tem lá. Eles não tinham uma ambulância para cuidar da minha irmã", destacou a irmã.
Além da falta de UTI, os familiares afirmam que o médico autorizou a cirurgia mesmo após analisar exames feitos por Andreia ainda na Espanha, que apontavam um processo infeccioso ativo decorrente de uma bactéria. Segundo a irmã, a empresária também fazia uso contínuo de hormônios e foi orientada a interromper a medicação apenas uma semana antes da cirurgia.
A família informou ainda que a empresária conheceu o médico pelas redes sociais e recebeu todas as orientações à distância, sem passar por nenhuma consulta presencial prévia.
"A minha irmã pagou R$ 118 mil para entrar linda como era para que ela morresse nos meus braços", desabafou Djiane, que pede justiça pela morte da irmã. "Ela era uma princesa. Eu falava: 'Mana, você não precisa disso'. Ela falava: 'Mana, eu preciso porque é o meu sonho'", relembrou.
A advogada responsável pela defesa do Hospital Ankar, Cristiene Pereira Couto, informa que a instituição acompanha com respeito e serenidade as diligências realizadas pelas autoridades competentes para a apuração das circunstâncias envolvendo o falecimento da paciente Andreia Vieira Gaspar.
A exumação integra os procedimentos oficialmente conduzidos no âmbito da investigação, e o Hospital confia que a perícia e as demais diligências contribuirão para o esclarecimento técnico e completo dos fatos.
Desde o início, o Hospital tem colaborado com as autoridades e permanece à disposição para fornecer todas as informações e esclarecimentos necessários.
O Hospital Ankar reafirma sua confiança no trabalho técnico e imparcial dos órgãos responsáveis pela investigação.
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Corpo de empresária que morreu após plástica em Goiás é exumado para perícias
Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado Wladimir Freire afirmou que há indícios que pode ter acontecido um homicídio culposo. Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu no dia 12 de agosto.