Entre os milhares de mortos e os prédios reduzidos a escombros no terremoto que devastou a Cidade do México em 1985, uma história improvável emocionou o país: o resgate de dezenas de recém-nascidos que sobreviveram soterrados na ala maternidade de um hospital destruído. Eles ficaram conhecidos como os “bebês-milagre”.
Quase quarenta anos depois, um desses sobreviventes revisitou a tragédia que marcou o próprio nascimento. Jesús Francisco Flores, que ficou conhecido como “Menino Terremoto”, contou ao Globo Repórter como cresceu carregando uma história que comoveu gerações.
"Eu nasci na manhã da tragédia que marcou o México", afirmou.
Jesús nasceu exatamente no dia do desastre — em circunstâncias extremas. Ele conta que sua mãe tinha apenas 17 anos e ficou presa sob os escombros após o desabamento do hospital.
A sobrevivência veio de um ato desesperado da família. Três dias após o terremoto, a avó do bebê conseguiu localizá-los e, em meio aos destroços, realizou um procedimento improvisado para retirá-lo com vida.
“Minha avó abriu a barriga da minha mãe para me resgatar no terceiro dia”, relembra Jesús.
A mãe não resistiu, mas o bebê sobreviveu — em uma história que ganhou manchetes nos jornais da época.
'Bebês-milagre': a história dos recém-nascidos que sobreviveram sob os escombros no México
Quase quarenta anos depois, um desses sobreviventes revisitou a tragédia que marcou o próprio nascimento. Jesús Francisco Flores, chamado desde criança de 'Menino Terremoto', contou ao Globo Repórter como cresceu carregando uma história que comoveu gerações.
A tragédia deixou marcas profundas na vida de Jesús. Ao todo, 24 parentes morreram no terremoto.
Mesmo assim, ele cresceu com a consciência de que sua sobrevivência tinha um significado maior. Batizado em referência à fé da família, ele acredita que sua vida representa uma missão.
“É algo divino sobreviver a uma catástrofe. Se Deus me deixou viver, é para servir”, afirma.
Hoje, Jesús atua na área de proteção civil e ajuda a orientar a população sobre segurança em casos de terremoto.
Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:
Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:
Mesmo assim, ele cresceu com a consciência de que sua sobrevivência tinha um significado maior. Batizado em referência à fé da família, ele acredita que sua vida representa uma missão.
“É algo divino sobreviver a uma catástrofe. Se Deus me deixou viver, é para servir”, afirma.
Hoje, Jesús atua na área de proteção civil e ajuda a orientar a população sobre segurança em casos de terremoto.
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