Já pensou em passar fezes humanas na cabeça para se livrar da calvície? E utilizar dentes de hipopótamo para curar mau hálito? Hoje em dia, todosesses tratamentosparecem bem absurdos, mashá quase 600 anos, eles eram recomendados por especialistas da época.
Ao analisar vestígios químicos presentes em livros médicos renascentistas, pesquisadores internacionais descobriram algumas dastécnicas bizarras utilizadas para tratar as mais diferentes condições há muito tempo atrás.
As investigações foram realizadas com base em dois manuais do médico alemão Bartholomäus Vogtherr, publicados em 1531: “Como Curar e Expulsar Todas as Aflições e Doenças do Corpo Humano” e “Um Pequeno Livro Útil e Essencial de Medicina para o Homem Comum”. Os best-sellers fizeram sucesso à época econtinham o passo a passo para combater doenças comuns, como queda de cabelo e mau hálito.
A descoberta das receitas foram lideradas pela Universidade de Manchester, na Inglaterra. A instituição tinha um exemplar das obras e permitiu as investigações nele. Os resultados do estudo estão disponibilizados na revistaAmerican Historical Reviewdesde meados de dezembro.
No livro alvo das investigações, os pesquisadores identificaram anotações datadas dos séculos 16 e 17,o que sugere que os proprietáriostestaram as indicaçõese até registraram os resultados na própria página da obra.
No entanto, era preciso mais do que rabiscos para provar que as receitas foram realmente utilizadas. Por isso, os cientistas também analisaram os traços químicos invisíveis presentes nos papéis. A técnica usada foi a análise proteômica, um estudo realizado para identificar e quantificar as proteínas e, em seguida, descobrir as funções e interações delas.
Disquetes de plástico coletaram as proteínas das páginas para análise. Ao todo, 111 componentes proteicos foram sequenciados na obra do médico alemão, sendo a maioria pertencente aos próprios donos dos livros. Já outros eram associados a plantas ou animais das receitas de cura.
Assim, os resultados revelaram a utilização de remédios naturais mais comuns, com agrião e alecrim, mas também outros bem mais diferentes, comoo uso de fezes oucabeças de lagarto pulverizadaspara tratamentos de calvície ou carapaças de tartarugas para retenção de líquidos.
Outra descoberta foi autilização de dentes de hipopótamo para tratar condições dentárias, como mau hálito, aftas e dentes escuros.
Depois do achado curioso, o plano dos pesquisadores é investigar mais obras históricas para compreender ainda mais como funcionava a medicina antigamente e como ela evoluiu com o passar do tempo.
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Até fezes para calvície: livro revela os “remédios” de antigamente
Já pensou em passar fezes humanas na cabeça para se livrar da calvície? E utilizar dentes de hipopótamo para curar mau hálito? Hoje em dia, todosesses tratamentosparecem bem absurdos, mashá quase 600 anos, eles eram recomendados por especialistas da época. Ao analisar vestígios químicos presentes em livros médicos renascentistas, pesquisadores internacionais descobriram algumas dastécnicas bizarras utilizadas para tratar as mais diferentes condições há muito tempo atrás. As investigações fora...