Arquivos de Epstein citam denúncia de mulher contra Trump; ela desistiu da acusação em 2016

Arquivos de Epstein citam denúncia de mulher contra Trump; ela desistiu da acusação em 2016
Caso envolveria uma suspeita de estupro contra uma menor de idade em 1994. A denúncia é a mesma que veio à tona em 2016 e foi subitamente retirada pela denunciante.
Um documento incluído nosarquivos do caso do empresário Jeffrey Epsteincita detalhes de uma denúncia antiga contra o presidente dos EUA,Donald Trump, por suposto estupro de uma menor de idade. A acusação já havia se tornado pública em 2016 e foi subitamente retirada pela denunciante, identificada na época pelo pseudônimo Jane Doe.

Os arquivos citam que o caso teria ocorrido em 1994, quando a vítima tinha 13 anos de idade. O documento que aparece entre os arquivos divulgados nesta sexta-feira (30) é uma denúncia recebida pelo FBI.

Epstein e Trump mantiveram uma relação de amizade durante os anos 1990 e início dos anos 2000.

Segundo a denúncia, a vítima teria ido a Nova York para tentar a carreira de modelo. Cooptada por Epstein, ela teria ido a uma festa, onde teria ocorrido o estupro. Trump já havia negado anteriormente as acusações da mulher.

Segundo o vice-procurador-geral, Todd Blanche, a nova leva inclui mais de2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm "grandes quantidades de pornografia comercial".

Questionado por jornalistas sobre uma possível interferência do presidente Donald Trump, ele afirmou que aCasa Brancanão participou da revisão dos arquivos.

"Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos", garantiu.

Blanche também anunciou que aliberação das novas evidências marca o fim do processo de revisão realizado pelo departamento:

“A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”.

No começo do mês, em documento judicial apresentado à Justiça, oDepartamento de Justiça admitiu que divulgou apenas 1% dos arquivos relacionados ao casoque tinha em seu poder.

A divulgação dos arquivos da investigação começou em dezembro. O departamento tinha até o dia 19 do mês para publicá-los em sua totalidade, de acordo com aLei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo presidente Donald Trump, porém o prazo não foi respeitado.

No dia 23, ogoverno dos EUA liberou mais de 30 mil documentos dos arquivosde Epstein, deixando claro aproximidade dele com políticos e famosos. Uma vítima brasileira estava citada.

No dia 24 de dezembro, o departamento comunicou queiria demorar "algumas semanas" para liberar o resto dos milhares de documentos.