Após funeral de Khamenei, líder supremo do Irã diz que vingança é exigência que deve acontecer

Após funeral de Khamenei, líder supremo do Irã diz que vingança é exigência que deve acontecer
Mensagem foi publicada em rede social de Mojtaba Khamenei, após funeral de aiatolá Ali Khamenei, realizado nesta semana.
O líder supremo doIrã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado (11) que a "vingança" pelo aiatolá Ali Khamenei, morto durante um ataque aéreo dosEstados Unidos, é uma exigência do povo iraniano.

A mensagem foi publicada em seu perfil do X após o funeral de Khamenei, realizado nesta semana ao longo de quatro dias.

"A vingança pelo mártir do Irã é a exigência do nosso povo e, com toda a certeza, deve ser realizada. Esses criminosos, cuja lista completa — do primeiro ao último — está em nossas mãos, levarão para o túmulo o desejo de ter uma morte tranquila, em sua própria cama", escreveu

O novo aiatolá ainda não fez nenhuma aparição pública desde o ataque promovido pelos EUA e por Israel contra o país, em 26 de fevereiro. Mesmo durante as homenagens a seu pai nesta semana, Mojtaba também não se apresentou. Agências de notícia do país alegam que o líder está com o rosto desfigurado após ser atingido pelo ataque.

A declaração ocorre em meio a uma piora na relação entre Teerã e Washington. Na última sexta-feira (10), o presidente dos EUA,Donald Trump, ameaçou destruir o país se as forças iranianas tentarem assassiná-lo.

Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que "mil mísseis estão prontos e carregados" contra o Irã e que "milhares" de outros poderiam ser lançados em seguida.

A publicação foi feita na sequência de apoiadores do governo iraniano entoarem palavras de ordem pedindo a morte de Trump durante o funeral do aiatolá Ali Khamenei.

Neste sábado, uma fonte próxima à equipe de negociação do Irã afirmou que o país descarta iniciar negociações sobre a guerra enquanto os Estados Unidos não cumprirem acordos previamente estabelecidos, informou a agência iraniana Fars.

Segundo a agência, o Irã não apresentou nenhum pedido para negociar e descarta a possibilidade de discussão enquanto Washington não "recuar de suas posições".

A fonte ouvida apontou que isso significa implementar a criação de um grupo trabalho especial para o Líbano, a resolução da passagem pelo Estreito de Ormuz, e o retorno à normalidade das exportações de petróleo.

A informação vem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar nesta quarta-feira (8) que oacordo de paz com o Irã estava acabado. Desde então, os Estados Unidos têm lançadonovos ataques contra Teerã.

Neste sábado, Trump afirmou que os militares americanos estão prontos para lançar umataque em larga escala contra o Irã caso o governo iraniano tente assassiná-lo.

Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que "mil mísseis estão prontos e carregados" contra o Irã e que "milhares" de outros poderiam ser lançados em seguida.

A publicação foi feita dias depois de apoiadores do governo iraniano entoarem palavras de ordem pedindo a morte de Trump durante o funeral do aiatolá Ali Khamenei.

Na quinta-feira (9), o jornal The Wall Street Journal informou que Israel compartilhou com os Estados Unidos novas informações de inteligência que, segundo autoridades israelenses, indicariam um novo plano iraniano para matar Trump.

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