Após briga na Assembleia, Major Araújo pede para portar arma e questiona presença de Coronel Raiado: ‘Não serei intimidado’

Após briga na Assembleia, Major Araújo pede para portar arma e questiona presença de Coronel Raiado: ‘Não serei intimidado’
Presidente da Alego rejeitou pedido e afirmou que entrada armada no plenário é proibida pelo regimento interno da Casa.
O deputado estadual Major Araújo (PL) apresentou nesta terça-feira (12) um requerimento pedindo autorização para entrar armado no plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O pedido ocorreu após a confusão envolvendo o parlamentar e o deputado Amauri Ribeiro (PL), na última quinta-feira (7), quando os dois precisaram ser contidos durante sessão na Casa.

“Eu estou apresentando um requerimento para que a mesa diretora me autorize a vir para o plenário armado. Porque a gente tem sido aqui alvo de ameaça, agressão, enfim, chamar para os tapas”, afirmou Major Araújo.

O presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), rejeitou a possibilidade de mudança na regra da Casa.

“Está terminantemente proibido e não será liberado a este ou aquele parlamentar portar arma de fogo. Isso está proibido e não é admissível”, declarou.

Presença de coronel gerou novo clima de tensão

Durante a sessão desta terça-feira (12), Major Araújo também questionou a presença do coronel da Polícia Militar Edson Luís Souza Melo Rocha, conhecido como Edson Raiado, que acompanhou a sessão no plenário.

Segundo relatos, o coronel se sentou atrás da cadeira ocupada pelo deputado, em uma área destinada à imprensa. A movimentação foi acompanhada por policiais legislativos e gerou novo clima de tensão na Casa.

Nas redes sociais, Major Araújo afirmou que teria sofrido uma tentativa de intimidação.

“O coronel do PCC esteve hoje na Alego em uma tentativa clara de me intimidar. Mas deixou um recado para esse vagabundo: NÃO SEREI INTIMIDADO!”, escreveu o parlamentar.

Coronel diz que representou contra deputado

Após a sessão, Edson Raiado publicou um vídeo afirmando que registrou representação contra o deputado na corregedoria.

“Já representei contra o Major que ontem, durante uma sessão na Assembleia Legislativa, usou vários termos desprestigiadores para comigo”, afirmou.

Em publicação nas redes sociais, o coronel também disse que a imunidade parlamentar “não serve de escudo para o cometimento de crimes militares, injúrias ou atos que atentem contra a hierarquia e a disciplina”.

Segundo Raiado, a representação já foi formalizada.

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