Anvisa manda recolher panetones após identificar fungos em lotes

Anvisa manda recolher panetones após identificar fungos em lotes
Quatro lotes de panetones tiveram consumo e comercialização proibidos após a identificação de fungos; resolução também atinge alimentos que usam Lion’s Mane e Cordyceps sem avaliação de segurança.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (6)o recolhimento e a proibição da comercialização, distribuição e consumo de quatro lotes de panetones da marca D'Viez, contaminados por fungos.

Também foram suspensos produtos alimentícios que levam cogumelos sem autorização para uso em alimentos no Brasil. A medida foi publicada em resolução no Diário Oficial da União e envolve duas empresas distintas.

Panetones com fungos na superfície

No caso dos panetones, a decisão atinge quatro lotes fabricados pela empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. O recolhimento foi comunicado de forma voluntária pela própria fabricante após aidentificação de fungos na superfície dos produtos.

Segundo a Anvisa, os lotes afetados têm prazo de validade até 27 de fevereiro de 2026. São eles:

A resolução determina queos produtos não podem mais ser comercializados nem consumidos e que devem ser recolhidos do mercado.

Og1entrou em contato com a D'Viez, mas não teve retorno. A reportagem será atualizada caso a empresa queira se manifestar.

Produtos com cogumelos não autorizados

A agência também proibiu a fabricação, a comercialização, a distribuição, a divulgação e o consumo de produtos da empresa Coguvita II Alimentos Ltda., todos sujeitos a recolhimento imediato.

De acordo com a Anvisa, os itens utilizam os cogumelos Lion’s Mane e Cordyceps,ingredientes que não são permitidos em alimentos no Brasilporque ainda não tiveram a segurança avaliada para esse uso.

A proibição vale para todos os lotes dos seguintes produtos:

Alegações sem comprovação científica

Além do uso de ingredientes não autorizados, a Anvisa apontou que adivulgação desses produtos é irregular, por associar o consumo a benefícios como melhora da saúde mental, memória, foco e imunidade, sem comprovação científica.

A agência reforça quealimentos só podem trazer alegações de propriedades funcionais ou de saúde quando essas afirmações são previamente avaliadas e aprovadas pelo órgão regulador.

Consumidores que tenham adquirido os produtos citados devem interromper o uso e seguir as orientações de recolhimento estabelecidas pelas empresas.